Marwan Naamani/AFP
Marwan Naamani/AFP

'Estamos no caminho certo para 2016'

Em Doha, no Catar, central da seleção brasileira de handebol disputa o seu primeiro Mundial

Entrevista com

João Pedro da Silva

Vítor Marques - Enviado especial a Doha, O Estado de S. Paulo

18 de janeiro de 2015 | 12h13

O central João Pedro da Silva, 20 anos, é um dos jogadores mais novos da seleção brasileira masculina de handebol. Em Doha, no Catar, ele disputa seu primeiro Campeonato Mundial da modalidade. Como os outros jogadores da seleção, João viu pontos positivos no difícil jogo contra a Espanha, apesar da derrota por 29 a 27. O Brasil jogou de igual para igual contra a seleção campeã do mundo e ainda tem chance de se classificar às oitavas de final da competição.

Em entrevista ao Estadão, ele fala do início da carreira como jogador, em Nova Iguaçu, e do momento do handebol brasileiro. Segundo ele, a seleção masculina está no caminho certo para os Jogos do Rio, em 2016.

Onde você começou a jogar handebol?

João Pedro - Comecei a jogar handebol na escola, em Nova Iguaçu (RJ) com meus irmãos. É o esporte que amo. Isso me motivou a virar jogador. Fui jogar no Pinheiros (SP) e no meio do ano passado eu me transferi para a Espanha, jogo no Real Ademar Léon, que disputa a primeira divisão.

A seleção brasileira tem jogadores jovens, como você, o Toledo e o Patrianova. Como vê essa nova geração?

É uma nova geração. O handebol vem crescendo muito no Brasil, como vimos com o campeonato conquistado pela seleção feminina (Mundial de 2013). Também alcançamos nossa melhor colocação (13º, no Mundial de 2013). É assim que vejo. É bom para mim. Eu me esforço para estar aqui é ajudar a seleção.

Como é disputar seu primeiro Mundial?

Estou me acostumando, nunca tinha jogado um campeonato desse porte, com esse nível de atletas, muitos deles eu via pela televisão. Fico muito feliz de estar aqui.

Independente da colocação que a seleção chegará no Mundial, o Brasil está no caminho certo para os Jogos do Rio, em 2016?

Sim, estamos no caminho certo. Mais jogadores estão jogando lá fora. Esse intercâmbio é bom. Mas precisamos continuar lutando, treinando. Pouco a pouco vamos conseguir nosso espaço.

Qual a diferença, do ponto de vista de estrutura, dos clubes brasileiros com os clubes da Espanha como o que você joga?

Quando eu fui para a Espanha eu comecei jogando no time B do Barcelona e vi uma estrutura que nunca tinha visto, mesmo no segundo time. O handebol era diferente, demorei um pouco para me adaptar. Agora já estou mais habituado.

Oito jogadores da seleção brasileira jogam na Espanha. É coincidência?

Acabou surgindo essa oportunidade, como eu disse, precisávamos desse intercâmbio, acabamos indo, acho que é coincidência todos estarem na Espanha.

*O repórter viajou ao Mundial a convite da Federação Internacional de Handebol.

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