''Estou meio enferrujado'', diz, de bom humor, Schumacher

Heptacampeão descobre que seu primeiro grande adversário na temporada é o próprio companheiro de Mercedes

, O Estadao de S.Paulo

14 de março de 2010 | 00h00

Por essa Michael Schumacher não esperava: ter um adversário duríssimo de ser vencido dentro da própria equipe. Pois é o que o piloto de melhor retrospecto na história da F-1 está enfrentando, ao menos no GP de Bahrein. "Estou meio enferrujado", disse Schumacher, rindo.

Os números no primeiro assalto da luta, que sempre foram a seu favor, até agora estão do lado de Nico Rosberg. Preocupam tanto Schumacher que ontem, na classificação, recorreu ao gráfico de telemetria para estudar como o companheiro percorria os 6.299 metros do circuito e entender onde estava a diferença.

Desde sexta-feira, primeiro dia de treinos, Rosberg esteve à frente de Schumacher. "O que digo é que, depois dos nossos resultados nos treinos livres, esperava um pouco mais da classificação, mas estamos perto de Red Bull e Ferrari", declarou.

Já Schumacher adota discurso prudente: "Estou contente, essa é a minha volta à Fórmula 1, estou me acostumando aos poucos. Curiosamente, o 7.º lugar no grid é o mesmo da minha estreia, no GP da Bélgica de 1991." Schumacher agradeceu à sua equipe "pelos esforços de fazê-lo sentir-se à vontade no carro".

Os comentários dentro da F-1 são um só: provavelmente Schumacher se imaginou lutando com Felipe Massa, Fernando Alonso, ambos da Ferrari, e os pilotos da Red Bull e da McLaren. Mas já compreendeu que Rosberg é seu maior adversário.

A razão é simples: há como confrontar o seu trabalho com o do jovem de 24 anos, alemão também, em razão de disporem do mesmo equipamento da Mercedes. "Já entendi que estou rodeado por sete adversários, todos muito capazes", comentou, na quinta-feira, Schumacher.

Para Rosberg, superar o parceiro, com os mesmos meios, representará o máximo para sua carreira: é um dado de performance significativo. Ele sabe que Schumacher, em breve, estará em melhor forma, bem como Ross Brawn, diretor técnico da Mercedes, trabalha para atenuar a tendência de seu carro sair de frente, o que Schumacher não gosta.

Talentos. O promotor da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, não esconde seu entusiasmo com o Mundial. "Há pelo menos 12 pilotos que, se já não são campeões do mundo, demonstraram capacidade de vencer o campeonato. Isso é metade do grid. Não me lembro de tantos pilotos com esse potencial", disse o principal dirigente da F-1.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.