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Darron Cummings/AP
Darron Cummings/AP

'Estou muito feliz com a chance de jogar no Brasil', diz Azarenka

Bielorrussa fala com exclusividade ao 'Estado' e comenta a sua expectativa de atuar em São Paulo

Entrevista com

FERNANDO FARO / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2012 | 03h08

NOVA YORK - O Brasil será o país do tênis entre os dias 6 e 8 de dezembro. Nesta data, Roger Federer e os principais atletas do esporte vão jogar o Gillette Federer Tour, no Ginásio do Ibirapuera. A comitiva liderada pelo atual número 1 do mundo contará com outros nomes de peso e dará ao torcedor um espetáculo de nível técnico nunca antes visto em solo nacional.

Somados, os participantes possuem nada menos que 62 títulos de Grand Slam (individuais e em duplas) e dez medalhas olímpicas. O Estado foi a Nova York, conversou com os tenistas que farão parte do tour e preparou uma série de entrevistas com os astros, que falam sobre o circuito e a expectativa de conhecer o Brasil. A primeira personagem é a líder do ranking feminino, Victoria Azarenka. A bielorrussa fala sobre a difícil missão de se manter no topo, a forte rivalidade entre as mulheres e revela ansiedade para conhecer a "magia" brasileira.

Você apareceu de maneira fulminante na liderança do ranking. Como se sente como a melhor?

É definitivamente uma honra para mim ser a melhor no esporte que faço, mas existem outras grandes competidoras no circuito e por isso mesmo eu tento não me focar muito nessa questão de números, tento melhorar como jogadora já que pelo menos por enquanto não posso melhorar meu ranking. Sei que existe uma troca muito grande nesse topo, mas estou preparada para ficar nessa posição por algum tempo.

O que a liderança trouxe de mudança na sua carreira?

Sem dúvida existe muito mais atenção ao seu redor por parte da mídia e tenho muito mais compromissos fora da quadra, o que para mim é um privilégio poder fazer. Minhas atividades longe do circuito se tornaram muito intensas nesses últimos tempos. É corrido, mas igualmente divertido e gratificante.

Os títulos femininos são muito mais distribuídos do que entre os homens. O circuito feminino hoje em dia é mais competitivo?

Não sei, acho que o jogo feminino tem passado por uma fase de transição. Temos meninas da nova geração que enfrentam tenistas de uma outra geração e tentam tomar o seu lugar, mas as jogadoras de gerações mais antigas têm voltado e jogado bem. Você conta com muitas jogadoras em alto nível brigando por esse posto, o que torna as partidas mais atraentes.

O que deixa a rivalidade entre vocês mais forte do que já é...

Nós nos damos muito bem, mas é claro que não dá para dizer que todo mundo é seu amigo. Não é necessariamente com essas pessoas que vou sair para conversar ou jantar, até porque todas temos nossas próprias coisas para fazer e isso toma muito tempo da nossa agenda. Temos uma relação muito saudável no circuito, a rivalidade que existe é forte, claro, mas temos muito respeito uma pela outra. Isso é a base de tudo e o mais importante para que possamos dar bons exemplos para quem está nos assistindo. Somos esportistas, precisamos saber ter esse espírito.

Como sua performance é vista em seu país?

Para mim a parte mais importante é inspirar as novas gerações a jogar tênis. Quanto mais pessoas e crianças jogarem, melhor para mim que amo esse esporte e fico muito feliz se meu sucesso der um pouco mais de esperança a elas. O tênis ficou mais popular no meu país e as pessoas não assistem só a mim como também outras jogadoras, a TV passa mais jogos e tem deixado as pessoas mais ligadas. Quando transmitiram a nossa medalha de ouro foi uma alegria nacional, as pessoas saíram na rua para comemorar.

E você acha que pode ser a responsável por esse desenvolvimento?

Faço o que posso e vejo que existe maior interesse em investir. Eu ajudo duas meninas novas que vejo enorme potencial, uma tem 10 anos e a outra 12, e eu amaria vê-las se dando bem no circuito em alguns anos.

O que espera ver no Brasil?

Nunca estive no Brasil e não vejo a hora. Já ouvi tantas coisas fantásticas e sempre tive a curiosidade, tanto que assim que ouvi da possibilidade de fazer parte do Tour mergulhei de cabeça. Estou muito feliz com essa chance e quero muito conhecer as pessoas, que sei que são muito alegres e para isso acontecer deve haver alguma coisa de mágica por lá. Mal posso esperar para explorar tudo isso.

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