Ezra Shaw/AFP
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Estrangeiros pedem passagem e miram os Jogos do Rio

Atletas como Laura Zeng querem repetir conquistas em 2016

Nathalia Garcia, enviada especial a Toronto, O Estado de S. Paulo

25 de julho de 2015 | 17h00

Em Toronto, alguns atletas souberam aproveitar bem a ausência de grandes estrelas - como os nadadores norte-americanos Michael Phelps e Missy Franklin e os jamaicanos Usain Bolt e Yohan Blake - e escreveram seus nomes na história dos Jogos Pan-Americanos. Além de multi-medalhistas, eles viraram também promessas para a Olimpíada do Rio, em 2016.

A norte-americana Laura Zeng, de 15 anos, conquistou cinco ouros na ginástica rítmica (individual geral, bola, arco, maças e fita) e sagrou-se a maior vencedora desta edição do Pan. Nenhuma atleta foi capaz de ameaçar a sua soberania. “Deixei o tablado com a sensação de que fiz o meu melhor. Quero atingir meu nível máximo.” Vale destacar que as provas por aparelhos não fazem parte do programa olímpico.

A compatriota Jasmine Kerber foi quem mais se aproximou do desempenho de Laura A superioridade das atletas reflete o investimento dos Estados Unidos para se equiparar ao Leste Europeu em 2016. A campeã olímpica Allison Schmitt, dos Estados Unidos, elevou o nível da natação em Toronto. Além da medalha de ouro nos 200 m livre, ela também cravou um novo recorde pan-americano, com 1min56s23.

Allison ainda venceu nos revezamentos 4x200 m livre, 4x100 m medley e ficou com a prata no 4x100 m livre. A nadadora, que gosta de dançar antes de cair na água para aliviar a tensão, chama os holofotes para si.

A canadense Ellie Black, da ginástica artística, foi o principal destaque dos donos da casa. Além da prata por equipe, a atleta de 19 anos foi ouro no individual geral, na trave e no solo e bronze no salto. A ginasta monopolizou as atenções em uma competição internacional pela primeira vez e até se surpreendeu. “Foi incrível, estou sem palavras. É irreal, não estava esperando tanto”. 

No masculino, foi o colombiano Jossimar Calvo Moreno que brilhou com três ouros (barra fixa, barras paralelas e cavalo com alças) e dois bronzes (individual geral e equipe). Em 2011, ele foi o ginasta mais completo das Américas com 17 anos. 

Alguns esportistas de países sem tradição no esporte também surpreenderam. É o caso do guatemalteco Jorge veja Lopez, de 19 anos, que garantiu o ouro no solo e levou uma conquista inédita para casa “Nunca vou esquecer essa medalha de ouro, fiz um bom trabalho nos Jogos Pan-Americanos, foi o melhor da história da Guatemala na ginástica masculina."

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