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Estreia contra um velho conhecido

Seleção de Zé Roberto encara a Turquia do brasileiro Marco Aurélio Motta, que já treinou o Brasil

Paulo Favero , Enviado especial / Londres, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2012 | 03h06

LONDRES - Quis o sorteio das chaves do vôlei feminino que dois velhos conhecidos se encontrassem justamente na estreia das equipes nos Jogos Olímpicos. José Roberto Guimarães, técnico da seleção brasileira, terá de encarar hoje, às 18h, Marco Aurélio Motta, treinador da Turquia e que já foi o comandante do Brasil, quando treinou a geração de Ana Moser. Os dois sabem os segredos um do outro muito bem e só um poderá sair vencedor de quadra. "A Turquia é o time que mais se desenvolveu nos últimos anos e por isso nós precisamos ter muita atenção nesse primeiro jogo", afirma Zé Roberto, que ficou à frente do Fenerbahçe na última temporada.

O treinador explica que o Brasil caiu em uma chave mais complicada, mas que isso é bom para que seu time possa ganhar confiança, se conseguir jogar bem as partidas da primeira fase. E se a seleção não estiver 100%, vai enfrentar adversários mais duros, que poderão mostrar algumas das deficiências da equipe e que poderiam ser corrigidas antes das quartas de final. Zé Roberto conhece muito bem o time adversário e costuma citar todas as titulares em sua entrevista. "É uma equipe que tem garra e volume de jogo", explica.

Surpresa turca. Do seu lado, Marco Aurélio concorda com seu sucessor na seleção brasileira e acha que a Turquia pode ser a surpresa do torneio. "A gente costuma jogar com muito entusiasmo e por isso a pressão não vai atrapalhar. Acho que tem tudo para ser um grande jogo."

O treinador, que virou ídolo no país ao classificar a equipe para os Jogos Olímpicos com uma vitória sobre a favorita Rússia, avalia que suas jogadoras podem surpreender. "Podemos chegar longe se as coisas conspirarem a nosso favor. Sabemos que o grupo é difícil e será complicado. Então, a primeira preocupação é classificar."

Um dos fatores que ajuda a mexer com as jogadoras do Brasil é que todo o favoritismo no feminino é colocado sobre a seleção dos Estados Unidos, que conquistou recentemente o Grand Prix e que o próprio Zé Roberto coloca em um degrau acima das demais. Para a ponteira Jaqueline, o fato de tirar esse peso das costas do Brasil é importante. "Eu acho que é bom jogar a responsabilidade para os outros também", diz.

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