Estrela cubana, Pichardo ganha ouro, mas fica longe de recorde de João do Pulo

Se não caiu nesta sexta-feira, o recorde de João do Pulo no salto triplo dos Jogos Pan-Americanos ainda deve demorar muito tempo a ser batido. Afinal, o cubano Pedro Pablo Pichardo, principal nome das provas de atletismo em Toronto, até ganhou o ouro, mas ficou longe de superar o brasileiro, que saltou a 17,89 metros no Pan da Cidade do México, em 1975.

Estadão Conteúdo

24 de julho de 2015 | 14h53

Dono de dois dos quatro melhores saltos de todos os tempos e saltando regularmente acima de 17,50m, Pichardo alcançou 17,54m no seu melhor salto em Toronto para assegurar, com folga, o alto do pódio. Foi seguido por Leevan Sands, de Bahamas, com 16,99m, e pelo compatriota Ernesto Reve, que marcou 16,94m. Pichardo foi o único a superar 17 metros, o que fez quatro vezes.

A manhã, aliás, foi ótima para Cuba, que também fez dobradinha no pódio do lançamento do disco. Ouro para a líder do ranking mundial Denia Caballero (65,39m), seguida da compatriota Yaime Perez (64,99m). Os Estados Unidos foram ao pódio com o bronze de Gia Smalwood.

Assim, Cuba começa a deslanchar no atletismo depois de ganhar apenas duas medalhas nos três primeiros dias de competições no Estádio da Universidade de York. Com essas duas conquistas, foi a 28 de ouro no quadro de medalhas. À noite, os cubanos são favoritos nas cinco finais no boxe, podendo encostar nas 34 douradas que o Brasil já tem.

FRACASSO - Para o Brasil, a manhã desta sexta-feira na Universidade de York foi decepcionante. No revezamento 4x400m feminino, a equipe que vinha de final no Mundial de Revezamentos, em maio, e de prata no Pan de Guadalajara, foi a última colocada de sua série semifinal e sequer vai disputar a final do Pan.

Formada por Geisa Coutinho, Flávia Maria de Lima, Jailma de Lima e Liliane Fernandes, a equipe completou a eliminatória em 3min34s97, ficando mais de cinco segundos aquém ao melhor tempo do ano. O time estava desfalcado de Joelma das Neves, que se machucou na prova individual.

Nos 110m com barreiras, também se esperava mais do Brasil. Ao menos uma final, mas nem isso aconteceu. Jonatha Mendes foi último da sua série, com 13s81. Eder Souza, que já tem índice para a Olimpíada, foi um pouco melhor: 13s80, também em último.

No disco, o Brasil também contou com a presença de atletas qualificadas para a Olimpíada. Mas tanto Fernanda Martins quanto Andressa de Morais ficaram muito longe de suas melhores marcas. Terminaram em quarto (60,50m) e quinto (58,08m), respectivamente. Ambas tinham marcas, nesta temporada, para conquistarem o bronze.

A tradição do País no salto triplo ficou longe de ser honrada. Jefferson Sabino foi só o quinto colocado, com 16,43m, numa prova que, exceto Pichardo, teve nível técnico muito baixo. Jean Casemiro Rosa terminou num decepcionante 14º e último lugar, com 15,79m.

O País só se salvou no 4x400m masculino. Foi o quarto colocado na sua bateria, atrás de Jamaica, Cuba e Trinidad e Tobago, e avançou à final pelo tempo. A equipe fez a marca de 3min01s66, apenas um pior do que seu melhor resultado na temporada. Assim como entre as mulheres, o Brasil fez final do Mundial de Revezamentos nessa prova.

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