Kevin Kolczynski/Reuters
Kevin Kolczynski/Reuters

Estrelas da NBA voltam às quadras

Rodada de Natal dá início neste domingo à reduzida temporada 2011/12 da liga norte-americana

Alessandro Lucchetti, O Estado de S.Paulo

25 de dezembro de 2011 | 03h04

SÃO PAULO - Os fãs da NBA sofreram uma longa crise de abstinência nesta temporada, devido ao desacordo entre franquias e atletas quanto à divisão do dinheiro gerado pela liga. O locaute, a interrupção das atividades por determinação dos patrões, durou cinco meses. Toda a ansiedade por ver a bola finalmente ir ao alto termina neste domingo, com uma rodada de Natal que marca a inauguração da temporada 2011/12.

A compressão do calendário reduziu a extensão da temporada regular. Em vez dos tradicionais 82 jogos, cada equipe disputará 66.

Mais pelo enfraquecimento dos adversários do que por suas próprias contratações, o Miami Heat parece mais perto do título do que na temporada passada. O "Big Three", composto por LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh, deverá produzir números robustos durante a temporada regular. Resta saber se LeBron vai corresponder quando mais se espera dele.

O Dallas Mavericks praticamente manteve a base. Mas o problema é o "praticamente". O time do Texas perdeu Tyson Chandler, a alma de sua defesa, e deverá pagar o preço por isso. Outro que deixará saudades é JJ Barea. O pivô Brendan Haywood terá de se adaptar rapidamente para que os planos do bicampeonato não malogrem.

Esse período de enfraquecimento, no entanto, poderá ser curto. Mark Cuban, o bilionário dono da franquia, quer criar margem salarial para trazer grandes reforços, do porte de Dwight Howard e Deron Williams.

A principal novidade no cenário é a tentativa do Los Angeles Clippers de deixar o papel de saco de pancadas para se afirmar como protagonista. A equipe, que já tinha o ala-pivô Blake Griffin, um candidato a superastro da NBA, agora vai contar com Chris Paul, que é considerado por muitos como o melhor armador da liga.

Outra equipe a ser observada é o Chicago Bulls, impulsionada pelo MVP da temporada passada, Derrick Rose, e por uma das melhores defesas do campeonato. Este ano, os Bulls estarão ainda mais fortes, com Richard Hamilton. Em Chicago, é grande a esperança de que a equipe seja campeã pela primeira vez desde o fim da era Michael Jordan. O último título veio em 1998.

FAVORITOS

Os Bulls devem assumir no Leste um protagonismo que já pertenceu ao Boston Celtics, cuja fórmula baseada na força e talento de Rajon Rondo, Ray Allen, Kevin Garnett e Paul Pierce parece exaurida.

Os Lakers se encontram numa encruzilhada. A equipe se desfez de Lamar Odom e ainda não conseguiu trazer Dwight Howard. Também foi impedida de contratar Chris Paul. E ainda vai ter de se acostumar a trabalhar sob o comando de Mike Brown, depois de 11 temporadas com Phil Jackson.

O pivô espanhol Pau Gasol também não deve jogar com um sorriso no rosto, depois de saber que o clube planejava utilizá-lo como moeda de troca.

Além dos aspirantes ao título, há outras equipes que oferecem atrativos. É o caso do Minnesota Timberwolves, que vai contar com o jovem armador Rick Rubio, o espanhol que foi uma das maiores atrações da Olimpíada de Pequim, em 2008.

E outras equipes que se reforçaram formaram times interessantes. É o caso do New York Knicks, que adicionou a um elenco que já tinha Carmelo Anthony e Amar'e Stoudemire o vigor defensivo e a raça de Tyson Chandler e o voluntarismo de Mike Bibby, que teve momentos de brilho no Miami Heat.

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