Estrutura móvel do estádio corintiano pode atingir R$ 17 mi

Especialista explica que cálculo é feito com base em até 10% do valor da construção definitiva, orçada em R$ 170 mi

WAGNER VILARON, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2010 | 00h00

Coutinho, Diegues e Cordeiro-DDG/Divulgação

Projeto. Áreas laterais da arena podem receber partes móveis

SÃO PAULO - A diretoria do Corinthians levou um susto nos últimos dias. Chegaram ao Parque São Jorge dados que apontam o custo de montagem e desmontagem da estrutura móvel que o clube pretende utilizar para ampliar a capacidade do estádio de Itaquera dos 48 mil lugares inicialmente previstos no projeto para 68 mil, exigência da Fifa para abrigar ali a abertura da Copa do Mundo de 2014.

Inicialmente, os dirigentes envolvidos no projeto estimavam em US$ 30 mil (R$ 50 mil) o valor para montar e desmontar a estrutura. No entanto, especialistas do ramo explicam que os valores são muito maiores do que esse.

"Normalmente, o custo de montagem e desmontagem dessas estruturas corresponde a, aproximadamente, 10% do total para construir as estruturas fixas, permanentes", explicou Danilo Carvalho, sócio diretor da Stadia Projeto Engenharia e Consultoria Ltda e especialista em estruturas móveis para estádios. "Estamos envolvidos nos projetos de Cuiabá, Manaus, Natal e Belo Horizonte para a Copa do Mundo de 2014."

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, calcula que seja necessário o investimento de R$ 170 milhões na ampliação do estádio de Itaquera. Assim, o custo de cada processo de colocação e retirada da estrutura poderia atingir até R$ 17 milhões o que, para muitos conselheiros do clube, deve motivar estudos de custo-benefício.

O assunto deve entrar na pauta da reunião do Conselho Deliberativo (CD), marcada para quinta-feira, na qual o projeto de Itaquera deve ser aprovado. "Vamos analisar, mas o Conselho não está aqui para dificultar as coisas", disse o presidente do CD, Carlos Senger.

Complicação. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pediu a rescisão de contratos e convênios firmados para a construção do Estádio Nacional de Brasília, uma das arenas indicadas para receber partidas da Copa 2014. Os promotores querem que o projeto seja reduzido para 30 mil lugares. A proposta inicial prevê capacidade para 68 mil, pois o comitê de Brasília tinha a pretensão de receber a partida de abertura, ideia compartilhada também por Salvador.

Tudo o que sabemos sobre:
futebolCopa 2014CorinthiansFielzão

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.