Estrutura turística do país ainda engatinha

A África do Sul ainda está longe de oferecer serviços à altura de uma Copa do Mundo, embora não falte aos futuros anfitriões boa vontade e generosidade. O esforço para acertar é nítido e está presente em pequenos atos do cotidiano. Mas não há como negar o desconforto com algumas medidas estranhas.Táxis em porta de hotel, em cidades como Pretória e Bloemfontein, são muito raros e podem, às vezes, levar uma hora para chegar ao ponto de partida. As tarifas variam sem nenhum critério. Alguns cobram pelo percurso, outros, pela quantidade de passageiros, mesmo que a distância seja idêntica.Há a recomendação expressa de autoridades para que os turistas evitem outras conduções, principalmente as lotações, por questão de segurança. Esperar por ônibus para o transporte dentro das cidades é outro exercício de paciência. Várias estradas do País passam por obras e devem ficar prontas até o Mundial. Por enquanto, provocam congestionamentos.Quem se distrair com o horário - o fuso na África do Sul é de cinco horas a mais em relação a Brasília - pode ficar sem jantar. Depois das 23 horas é muito difícil encontrar algum restaurante aberto, mesmo nos grandes centros do país. Um paliativo é abastecer o frigobar do hotel.Até porque depender do serviço de hotéis, incluindo os indicados pela Fifa, pode ser frustrante para quem tem fome no final da noite e deseja, por exemplo, comer um sanduíche no quarto. A cozinha de boa parte desses hotéis fecha cedo.Outra preocupação dos brasileiros e demais estrangeiros que pretendem acompanhar a Copa se refere ao rigor de casas de câmbio e de bancos patrocinadores do evento, que não aceitam trocar notas de dólares com mais de dez anos de emissão. Não adianta insistir. Importante é conferir a data nas cédulas antes da viagem e, também por isso, não esquecer o cartão de crédito.

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