Etiene faz história com um ouro e uma prata; Fratus fica em 2º nos 50m livre

Se nos primeiros três dias das provas de natação dos Jogos Pan-Americanos as mulheres brasileiras bateram uma enxurrada de recordes, mas foram ofuscadas pelos homens, nesta sexta-feira a estrela da noite no Centro Aquático foi Etiene Medeiros. A pernambucana vai voltar para a Vila Pan-Americana com duas medalhas: o ouro nos 100m costas - o primeiro de uma brasileira na história - e a prata nos 50m livre.

Estadão Conteúdo

17 de julho de 2015 | 23h06

Mesmo cansada depois da vitória na prova do nado costas, Etiene ainda teve fôlego e explosão para bater o recorde sul-americano da prova mais rápida da natação, com 24s55, baixando em 0s19 a antiga melhor marca, feita por ela no Troféu Maria Lenk, em abril. A duas semanas do Campeonato Mundial de Kazan (Rússia), ela assumiu o oitavo lugar do ranking mundial dos 50m livre.

Só não foi páreo para a estrela Arianna Vanderpool, de Bahamas, que ganhou o ouro com 24s38, o primeiro do seu país na natação. Em terceiro, com o bronze, chegou a norte-americana Natalie Coughlin, dona de 12 medalhas olímpicas.

MAIS PRATA - Na prova masculina, Bruno Fratus sentiu a influência do erro dos árbitros nas eliminatórias. O tiro de largada foi dado enquanto o brasileiro ainda se preparava. Os organizadores tentaram reparar o erro, mas Fratus, que tinha potencial para largar nas raias do meio, acabou competindo mais próximo à borda, longe dos principais rivais.

Mesmo assim Fratus foi bem. Ainda "pesado" a duas semanas do Mundial, o brasileiro garantiu o bronze com 21s91, superado pelo norte-americano Josh Schneider, com o quinto melhor tempo do ano (21s86). George Bovell, de Trinidad & Tobago, terminou em terceiro, com 22s17. O brasileiro tem 21s74 como melhor marca da temporada. Já Nicholas Santos nem a chance de nadar a final teve, após o erro da arbitragem. Competiu na final B e completou com 22s55.

CHUVA DE MEDALHAS - Só nesta sexta-feira o Brasil ganhou sete medalhas na natação dos Jogos pan-americanos. Faturou ouro com Etiene Medeiros (100m costas) e Felipe França (100m peito), prata com Etiene (50m livre), Fratus (50m livre), Felipe Lima (100m peito) e Guilherme Guido (100m costas), além de bronze com Leonardo de Deus (400m livre).

Nos 100m peito, Felipe França sobrou. Nadou abaixo da casa de um minuto nas eliminatórias e na final. Ganhou o ouro com 59s21, terceira melhor marca da temporada no mundo. Tempo de medalhista olímpico e mundial. Já Felipe Lima fez 1min00s01 equivalente ao 10.º tempo do ranking mundial a duas semanas de competir em Kazan (Rússia).

Nos 100m costas, Guilherme Guido não se intimidou contra Nick Thoman, atual vice-campeão olímpico. O brasileiro fez uma prova rápida, se aproximou do recorde sul-americano com 53s35, mas isso não foi o suficiente para vencer o norte-americano, que bateu pouco à frente, com 53s20. Guido acabou com a prata.

A prova foi fortíssima. Thoman fez o quinto melhor tempo do ano, o melhor dos EUA na temporada. Já Guido, que ficou a 0s09 do seu recorde nacional, feito à época dos trajes tecnológicos, em 2009, assume o sétimo lugar do ranking mundial. Com o desempenho desta sexta-feira, seria quinto na última Olimpíada.

Leonardo de Deus fechou sua participação nos Jogos Pan-Americanos com mais uma medalha, a sua terceira em Toronto. O corintiano cresceu nos últimos 100 metros da prova de 400m livre e terminou em terceiro, com 3min50s30, perto do recorde sul-americano que ele bateu no Troféu Maria Lenk, em abril. Leo vai embora do Canadá também com ouro nos 200m borboleta e 200m costas.

O canadense Ryan Cochrane venceu os 400m livre com 3min48s29, seguido do norte-americano Ryan Feeley (3min49s69). Lucas Kanieski deixou escapar a vaga na decisão. Nadou a final B e terminou no 10.º lugar geral, com 3min52s73. Teria sido sétimo na final A.

MULHERES - Nos 400 metros, Manuella Lyrio chegou à última virada no terceiro lugar, mas acabou ultrapassada pela norte-americana Gillian Ryan, que chegou 1s46 à sua frente. A atleta do Minas Tênis Clube, entretanto, bateu o recorde brasileiro, com 4min10s92, baixando em mais de um segundo uma marca que pertencia a ela mesma, desde 2013.

No Pan, Manu (como é chamada na natação) já havia batido o recorde sul-americano dos 200m livre e do revezamento 4x200m livre com a equipe brasileira. Já Carolina Bilich, de apenas 20 anos, estreou na natação dos Jogos Pan-Americanos com um sétimo lugar, com 4min17s40. No fim de semana, ela havia sido décima colocada na maratona aquática.

Já nos 100m peito as brasileiras não foram bem. Pela manhã, tanto a jovem Jhennifer Conceição quanto Beatriz Travalon nadaram na casa do 1min08s, algo que nenhuma brasileira havia conseguido desde 2009. Mas, na final, Bia foi a sexta (1min09s23), enquanto Jhennifer, de apenas 18 anos, foi desclassificada por toque não simultâneo das mãos. Ela havia chegado em sétimo.

Mais cedo, Etiene se tornou a brasileira a conquistar medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos. Ela venceu os 100m costas, prova olímpica, com o tempo de 59s61, novo recorde sul-americano da prova. Além de quebrar a barreira do minuto pela primeira vez na história do País, Etiene assumiu o sexto lugar do ranking mundial dos 100m costas.

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