Matthew Childs/REUTERS
Matthew Childs/REUTERS

Etíope Lemma e queniana Jepkosgei reinam na Maratona de Londres

Evento contou com 40 mil corredores presenciais e mais milhares online que correram pelo mundo. Vencedores cruzaram a linha com pouco mais de duas horas de competição

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2021 | 09h45

LONDRES - O etíope Sisay Lemma e a queniana Joyciline Jepkosgei foram proclamadas vencedores nas categorias masculina e feminina, respectivamente, no retorno à "normalidade" da Maratona de Londres, que trouxe mais de 40 mil corredores às ruas da capital britânica neste domingo, 3.

Após ter sido realizada apenas com atletas de elite em 2020, em função da pandemia, a Maratona de Londres está de volta. Além dos 40 mil presentes nas ruas da capital, outros milhares fizeram a prova virtual por todo o mundo. 

Com as condições climáticas ideais para uma corrida de longa distância - em torno de 12 graus, sol e vento moderado - Lemma obteve o sexto melhor tempo da história desta competição (2 horas, 4 minutos e 1 segundo), enquanto Jepkosgei correu a sétima maratona feminina mais rápida da história.

Lemma, de 30 anos, havia terminado em 3º lugar no ano passado, atrás do queniano Vincent Kipchuma, que manteve a 2ª posição também este ano (com 27 segundos de diferença de Lemma) e do compatriota Shura Kitata, que não conseguiu defender sua coroa neste ano. Afinal, não estava no seu melhor depois da lesão muscular que o obrigou a desistir dos jogos olimpícos durante uma prova.

O etíope beneficiou da ausência do dominador da disciplina, Eliud Kipchoge, recordista de distância e quatro vezes vencedor da prova. Kipchoge decidiu não estar em Londres como descanso após a conquista do ouro olímpico em Sapporo, assim não teve a chance de melhorar o recorde de 2h: 02: 37, recorde da Maratona de Londres.

Até o sexto lugar, todos os atletas eram etíopes e quenianos, como ocorre há anos nesta disciplina. Do sétimo ao décimo, os ingleses ocuparam espaço, com destaque para Phil Sesemann, que fez sua estreia em uma maratona.

No feminino, a grande favorita também não conseguiu revalidar o triunfo do ano passado. A queniana Brigid Kosgei, recordista mundial na modalidade, foi atrás do terceiro título consecutivo da maratona, mas não conseguiu. Ela ficou em 4º lugar em uma corrida rápida, que Joyciline Jepkosgeifez a melhor em um tempo de 2:17:42, seguida pelas etíopes Degitu Azimeraw e Ashete Bekere. Desta forma, Kosgei não poderia emular a alemã Katrin Dörre-Heinig como a única atleta capaz de conquistar um terceiro título consecutivo, algo que ela conquistou entre 1992 e 1994.

O clima nas ruas de Londres, em um dia fresco e radiante, por vezes lembrava os dias pré-pandémicos, embora o número de adeptos nas ruas não atingisse os mesmos níveis das edições anteriores. A organização pediu aos corredores que convidassem apenas uma pessoa para torcer pessoalmente, para reduzir o número de espectadores. Outras medidas de precaução foram pedir aos participantes que trouxessem seus próprios frascos com líquidos para se refrescar ou a obrigatoriedade de apresentar resultado negativo em teste de antígeno antes da corrida./AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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