Satiro Sodré/SSPress
Satiro Sodré/SSPress

Ettiene, esperança no nado costas, cai na piscina nesta segunda-feira

Pernambucana, vice-campeã mundial júnior, tenta repetir o sucesso na categoria adulta

ALESSANDRO LUCHETTI, O Estado de S. Paulo

29 de julho de 2013 | 07h00

SÃO PAULO - A combalida natação feminina brasileira, que não conseguiu colocar nenhuma representante nas finais dos Jogos Olímpicos de Londres, no ano passado, tenta melhorar sua performance em Barcelona. Tentando evitar novo fiasco, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), decidiu realizar um trabalho de preparação exclusivamente voltado para as mulheres, e nomeou Fernando Vanzella, ex-treinador de Thiago Pereira, como treinador chefe do feminino.

Hoje, nas eliminatórias dos 100m costas, cai n'água uma das principais apostas da natação feminina brasileira: a pernambucana Ettiene Medeiros, dona do quinto melhor tempo do ano nos 50m costas. Ettiene foi vice-campeã mundial dessa prova no Mundial juvenil do México, em 2008.

A nadadora do Sesi está empolgada com as novas perspectivas da equipe feminina. "As mudanças foram muito positivas. Vibramos com essa ação da CBDA. A natação feminina estava precisando de uma natação diferenciada. Estamos em um projeto novo, caminhando com o objetivo em 2016. Aos poucos vamos encaixando tudo".

À sombra de Fabíola Molina no início da carreira, Ettiene com o tempo suplantou a veterana e hoje é considerada sua sucessora nas provas do nado costas. Curiosamente, Ettiene é patrocinada pela marca de maiôs de Fabíola.

"A Fabíola é uma pessoa fantástica. Eu a admiro desde sempre, não só como atleta, mas como pessoa. Eu a observava bastante e admirava sua concentração, determinação e alegria de competir. Busco inspiração em pessoas como ela", diz Ettiene, que começou a nadar aos dois anos, por ser asmática, para aumentar a capacidade pulmonar.

Quanto às chances em Barcelona, Ettiene prefere ser cautelosa e não fala em possibilidades de medalha. "Tenho que ter calma e dar um passo de cada vez. Estou em crescimento e afirmação em uma carreira no nível mundial. Treinei para fazer o meu melhor, e estou aqui em busca disso", afirmou.

Em baixa. Enquanto Ettiene desponta, sua conterrânea, Joanna Maranhão, confirma que sua melhor fase já passou. Finalista na Olimpíada de Atenas, em 2004, ela ficou apenas em 26.º lugar nos 200 m medley, com o tempo de 2min15s00.

A equipe de revezamento 4x100m feminina, que conta com as promessas Alessandra Marchioro e Graciele Herrmann, além de Daynara de Paula e Larissa Oliveira, estabeleceu recorde sul-americano com 3min41s05, mas ficou apenas em 11.º lugar e não foi à final. A primeira medalha de ouro do Mundial na natação saiu para o chinês Sun Yang, que fez 3min41s59 nos 400m livre.

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