Cinara Piccolo/Divulgação
Cinara Piccolo/Divulgação

'Eu acredito que algo maior está guardado para mim'

Uma das responsáveis pela conquista do título mundial pelo Brasil luta para se recuperar de uma grave lesão de joelho

Entrevista com

Duda Amorim

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

06 de dezembro de 2014 | 20h20

Eleita a melhor jogadora de handebol do Brasil neste ano e campeã da Liga dos Campeões da Europa pelo Gyor Audi Etto, da Hungria, Duda Amorim enfrenta o maior desafio de sua carreira. Em um amistoso da seleção, ela sofreu uma ruptura total do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e agora busca forças para se recuperar no melhor momento de sua carreira.

Em entrevista exclusiva ao Estado, Duda diz que a prioridade é sua recuperação total, que deve levar cerca de seis meses. A meta é chegar em perfeitas condições ao Mundial da Dinamarca, no fim de 2015, e aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. A seguir, os principais momentos da entrevista:

Como você está lidando com essa lesão justamente no melhor momento de sua carreira?

Acho que estou lidando bem. Agora que aconteceu, tenho de olhar para frente, fazer tudo para ter a melhor recuperação possível. Acredito que melhores momentos estão por vir.

Como será a sua rotina até a recuperação total?

Seguirei o trabalho que o médico e o fisioterapeuta vão passar para mim. Etapa por etapa, desde os primeiros passos até voltar às quadras. Darei o máximo para me recuperar bem.

Você teve muitas lesões em sua carreira?

Não, sempre cuidei muito bem do meu corpo. Acredito que simplesmente era para acontecer, mas algo maior está guardado para mim.

Você acredita que pode voltar antes do Pan de Toronto (em julho de 2015)?

Se estiver me sentindo bem e pronta e a comissão técnica me der essa chance, sim. Se não, não. Meu foco agora é na minha total recuperação. Não podemos ter pressa. Tudo vai depender de como vou responder à cirurgia e à reabilitação.

Quem está sendo mais importante para você neste momento?

Meu marido, minha família e meus amigos próximos. Também sinto o apoio das pessoas que torcem e acompanham meu trabalho.

Qual o balanço de sua última temporada, em que você ganhou títulos e prêmios individuais?

Foi uma temporada extremamente feliz. É muito bom atingir uma meta em grupo, como fizemos no Mundial e na Liga dos Campeões. Além disso, é bom também ter o reconhecimento individual.

Qual foi a repercussão na Europa do título mundial do Brasil? As adversárias estão respeitando mais a seleção?

Sim, as equipes que antes nos subestimavam já entram em quadra com outra atitude.

Quais são os seus sonhos para as próximas temporadas?

Nós temos a meta de ganhar o Mundial e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Temos trabalhado muito para isso.

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