Jonne Roriz/AE
Jonne Roriz/AE

EUA confirmam favoritismo e vencem o Brasil no vôlei

As americanas ganharam de forma tranquila por 3 sets a 1, com parciais de 25/18, 25/17, 22/25 e 25/21

AE, Agência Estado

30 de julho de 2012 | 15h39

A seleção brasileira feminina de vôlei não foi páreo para as favoritas à medalha de ouro nos Jogos de Londres. Na reedição da final olímpica de 2008, as americanas venceram de forma tranquila por 3 sets a 1, com parciais de 25/18, 25/17, 22/25 e 25/21, nesta segunda-feira, em jogo válido pela segunda rodada do Grupo B.

Se há quatro anos, em Pequim, o Brasil reinava absoluto no vôlei feminino, o panorama atual mudou completamente. Os Estados Unidos viraram a equipe a ser batida e se acostumaram a ganhar das brasileiras. Neste ano, as equipes já haviam se enfrentado duas vezes pelo Grand Prix, e ambos os confrontos terminaram com vitória americanas, por 3 a 1 e 3 a 2. O próprio técnico brasileiro, José Roberto Guimarães, disse antes dos Jogos de Londres que considera o time rival "um degrau acima" das outras seleções.

O confronto em Londres teve um prenúncio de massacre por parte do time americano, que simplesmente não tomou conhecimento das campeãs olímpicas nos dois primeiros sets, vencidos por 25/18 e 25/17. O saque forçado quebrou o passe brasileiro e dificultou as ações da levantadora Fernandinha. Além disso, a equipe teve atuação irreconhecível em todos os fundamentos. Um claro exemplo disso foi o bloqueio, que funcionou pela primeira vez no jogo apenas no fim da segunda parcial. Estava tão fácil que as americanas chegaram a abrir dez pontos de vantagem.

Com a entrada de Dani Lins no lugar de Fernandinha e de Fernanda Garay no de Jaqueline, o Brasil reagiu e mostrou força no terceiro set, em que chegou a abrir diferença de cinco pontos, sua maior vantagem em todo o jogo. O time voltou a ser vibrante e o bloqueio finalmente se acertou, garantindo a vitória por 25 a 22.

Na quarta parcial, o equilíbrio comum a um confronto entre as duas seleções foi restabelecido, com vantagem de três pontos para as americanas durante a maior parte do tempo. Contou para os Estados Unidos um importante diferencial: a oposta Destinee Hooker, maior pontuadora do jogo, com 23 acertos, e responsável por virar as bolas nos momentos mais complicados para sua equipe. No fim, as brasileiras vacilaram com dois erros de saque e as americanas fecharam em 25 a 21 numa largada da experiente Logan Tom.

As duas equipes voltam à quadra nesta quarta-feira, pela terceira rodada. Os Estados Unidos fazem com a China o duelo de líderes da chave, às 16h (de Brasília). O Brasil, quarto colocado, pega a Coreia do Sul, terceira, na sequência, às 18h (de Brasília).

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