EUA continuam como algozes

Depois de perder duas vezes para as rivais no Grand Prix, seleção tem baixo rendimento técnico e cai por 3 sets a 1

PAULO FAVERO , ENVIADO ESPECIAL / LONDRES, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2012 | 03h06

Sob os olhares atentos de Kobe Bryant, astro do basquete norte-americano, o Brasil mais uma vez parou em seu principal rival no momento, os Estados Unidos. A derrota por 3 a 1 (25/18, 25/17, 22/25 e 25/21) deixou a seleção em situação delicada na chave feminina de vôlei dos Jogos Olímpicos, na quarta posição - apenas quatro das seis equipes se classificam. Para o técnico José Roberto Guimarães, que hoje completa 58 anos, não há motivo para festa. "Não tem comemoração. Vamos pensar na partida contra a Coreia do Sul", disse, sobre o confronto de amanhã, às 18 horas.

O Brasil teve uma atuação ruim nos dois primeiros sets. Errou muitas jogadas e perdeu contra-ataques. O time dos Estados Unidos, muito bem taticamente, conseguiu se aproveitar dessas falhas e ganhou com tranquilidade. "Não gostei da atitude de nosso time nos dois primeiros sets", resumiu o treinador. No terceiro, a seleção feminina acordou, já com a levantadora Dani Lins em quadra, e colocou pressão no adversário.

Mas no último set, apesar do equilíbrio, as norte-americanas fecharam a partida e chegaram à segunda vitória no torneio.

Apesar de não ter tido uma atuação convincente, as atletas do Brasil demonstraram confiança e avisaram que ainda tem muita água para rolar. "Nós ficamos chateadas com a derrota, com raiva, e espero que no próximo encontro com elas estejamos melhores. Vacilamos, erramos muito, mas não podemos baixar a cabeça. Ainda está no começo e temos muito jogo pela frente", explicou a levantadora Dani Lins.

Do lado pessoal, ela gostou de ter entrado no time e ajudado a melhorar a postura da equipe. "Acho que fui bem." A derrota para os Estados Unidos não pode ser considerada uma zebra. No Grand Prix, neste ano, as americanas venceram a seleção duas vezes. Para Jaqueline, é uma equipe que vem incomodando bastante. "Nos três últimos jogos, infelizmente perdemos. Mas temos de recuperar nossa confiança", avisou Jaque.

O grande nome da partida foi a atacante Destinee Hooker, que anotou 23 pontos e voou em muitos momentos por cima do bloqueio do Brasil. Zé Roberto já sabia do talento da atleta, mas as jogadoras do Brasil não conseguiram frear o ímpeto da norte-americana. "A Hooker tem muita qualidade e não podemos tirar os méritos dos Estados Unidos", disse a líbero Fabi, que sofreu com as cortadas da adversária.

"O que levei de pancada não foi brincadeira. Mas estou ali para isso. Os EUA são um grande time, mas não são imbatíveis. Dá para vencer", afirmou.

VÔLEI FEMININO

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.