EUA não admitem a hipótese de perder o ouro

Objetivo é manter a sequência de 51 jogos de invencibilidade e garantir a 14ª medalha em 17 edições olímpicas

AMANDA ROMANELLI , ENVIADA ESPECIAL / LONDRES, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2012 | 03h07

O basquete masculino entra nas quadras de Londres amanhã com os favoritos em ação. O revigorado Brasil estreia diante da Austrália,. A Espanha enfrenta a China , e a Argentina pega a Lituânia. O Dream Team dos Estados Unidos inicia sua aventura diante da França. A seleção americana não tem outro objetivo na Olimpíada a não ser garantir, mais uma vez, a medalha de ouro.

Depois do bronze em Atenas-2004, quando os EUA foram eliminados nas semifinais pela Argentina, que seria a campeã do torneio, uma mudança de mentalidade surgiu no país: era preciso retomar a hegemonia. O ouro veio novamente em Pequim-2008, com astros como Kobe Bryant e LeBron James. Agora, é preciso manter a sequência de 51 jogos invictos desde 2007 para garantir a 14.ª medalha dourada em 17 edições olímpicas.

"Nosso objetivo é ganhar o ouro e representar muito bem o nosso país no basquete", afirma o técnico da seleção americana, Mike Krzyzewski, o 'coach K'. "Nós passamos todos os dias pensando nisso. Não comparo meu time com nenhum outro e não perco tempo pensando em derrotas. Claro, sei que podemos perder, mas não considero essa hipótese."

A confiança é tanta que Kobe Bryant afirmou mais uma vez que a atual seleção americana poderia vencer o Dream Team de 1992. O craque repetiu sua opinião em um concorrido evento no centro de imprensa do Parque Olímpico, apesar de já ter sido bastante criticado por ter falado algo semelhante há duas semanas.

"Eles eram um time melhor que o nosso, tornaram-se lendas do basquete. Mas se a pergunta é se poderíamos vencê-los, e eu digo que sim, poderíamos. Em um só jogo? Venceríamos, tenho certeza", garante Bryant, que disputará em Londres sua segunda e última Olimpíada. Campeão da NBA pela primeira vez este ano, LeBron James diz que não se incomoda com o favoritismo americano. Pelo contrário. "Isso não faz nenhuma diferença para mim. Eu não vou perder, e ponto."

Para Carmelo Anthony, essa foi a melhor preparação que os EUA já puderam fazer com vistas a uma Olimpíada. "Treinamos quase um mês. Em Atenas, tivemos umas duas semanas." O ala do New York Knicks e LeBron são os únicos remanescentes do "fracasso" americano nos Jogos de 2004 e disputam a terceira Olimpíada seguida.

Na equipe, sete atletas são estreantes: Tyson Chandler, Kevin Durant (melhor jogador do Mundial de 2010), James Harden, Andre Iguodala, Kevin Love, Russell Westbrook e Anthony Davis, campeão da NCCA pela Universidade do Kentucky e o primeiro a ser escolhido no draft. Apesar da estrelada seleção, os americanos perderam quatro jogadores lesionados - Dwight Howard, Dwayne Wade, Derrick Rose e Blake Griffin.

Espanha é o rival. Os resultados da preparação, contudo, não mostram nenhum decréscimo de qualidade. Foram cinco vitórias em cinco jogos, incluindo uma repetição da última final olímpica, contra a Espanha. No amistoso realizado em Barcelona, os americanos venceram por 100 a 78.

A Espanha é vista, novamente, como o rival a ser batido. "A Espanha é o melhor time. É quem esperamos encontrar na final e estamos prontos para isso," ressalta Kobe Bryant, que coloca o amigo Pau Gasol, companheiro de Lakers, como o melhor jogador não americano de toda a Olimpíada.

BASQUETE MASCULINO

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