EUA têm dobradinha no pódio dos 100 m feminino

Além do ouro e da prata, país consegue bater mais um recorde pan-americano com a atleta Mikele Barber

Heleni Felippe e Valéria Zukeran, do Estadão,

24 de julho de 2007 | 19h39

Os Estados Unidos não trouxeram ao Pan do Brasil seus principais velocistas. Mas mesmo com um time B é uma das seleções mais fortes na velocidade, como mostrou nesta terça-feira ao ganhar ouro e prata na decisão dos 100 m feminino.  Veja também: O quadro de medalhasOs detalhes das modalidades em disputa     Mikele Barber ficou com a medalha de ouro, com o tempo de 11s02, novo recorde pan-americano para a distância. A marca anterior pertencia a Evelyn Ashford, também dos Estados Unidos, de 11s05. A medalha de prata ficou com Mechelle Lewis e a de bronze com Chandra Sturrup, da Bahamas.   O Brasil decepcionou ao não conseguiu classificar sua melhor velocista - Lucimar Moura, 11ª colocada no Mundial de Helsinque - para a final.   O Estádio João Havelange, sempre registra um maior número de pessoas no final da tarde, início da noite, mas ainda assim a maior parte dos seus 45 mil lugares tem ficado vazia nas competições de atletismo. O público que vem ao estádio continua vaiando cada vez que o microfone anuncia o nome de um atleta dos Estados Unidos.   Nesta terça, as duas norte-americanas comemoraram juntas as medalhas dos 100 m correndo cada uma com uma bandeira do país. Metade do público vaiou e outra metade aplaudiu. Mesmo assim, Mikele Barber elogiou a pista, veloz, segundo ela, e o público. "Obrigado por não terem me vaiado."   "Fiquei muito feliz com a vitória porque eu venho de duas cirurgias no tornozelo direito. Voltei no ano passado." Disse que sua meta passa a ser uma medalha no Mundial de Osaka, no Japão, de 25 de agosto a 2 de setembro, e competir na Olimpíada de Pequim, em 2008. "Outro objetivo é correr ainda mais rápido." Disse que foi o título mais importante de sua carreira e a primeira vez que bate um recorde internacional.   A veterana Chandra Sturrup, que ficou com o bronze, pertence a uma geração que melhor representou os esportes olímpicos nas Bahamas - são femininos e se resumem ao atletismo. As mulheres são responsáveis por seis das oito medalhas conquistadas pelo país em Olimpíadas. Integrou a geração conhecida como "garotas de ouro".

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