Euforia no primeiro dia de Ronaldo

Mais de 500 corintianos foram ao Parque São Jorge para acompanhar a chegada do ídolo e do elenco alvinegro

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

27 de dezembro de 2008 | 00h00

A temporada 2009 começou ontem para o Corinthians. E também para sua principal estrela, o atacante Ronaldo. A reapresentação do elenco, sempre marcada pela tranqüilidade, desta vez teve ingredientes nada habituais da volta ao batente: presença maciça de torcedores (mais de 500 pessoas foram ao Parque São Jorge), oba-oba, gritaria... A paz prometida no clube ao Fenômeno esteve longe de ser confirmada."Ronaldo, Ronaldo, Ronaldo", gritavam os corintianos, "malucos" por ver o Fenômeno fazendo fisioterapia na sala do Ceproo (Centro de Preparação e Recuperação Osmar de Oliveira). O jogador fez exercícios com seu fisioterapeuta particular, Bruno Mazziotti. Os torcedores - todos sócios do clube, cheio ontem - chegaram a bater no vidro da sala. Para dispersar a multidão - os seguranças não conseguiram tirá-los da Fazendinha - a saída foi levar os jogadores para o campo. Acabaram tirando um pouco o foco de Ronaldo. Mas só um pouco.Isso pelo fato de o jogador ter de voltar à sala do Ceepro para exercícios aeróbicos. Ronaldo pedalou, agora sob a orientação de Antônio Carlos Bona, auxiliar de preparação física do Alvinegro, até 17h55. O craque pegou firme no batente, suou bastante e, quando todos pensavam que o dia estava encerrado, ele ainda fez corrida na esteira. "É isso aí, pega firma para logo dar títulos para a gente", gritava um torcedor, feliz por ter registrado tudo em sua máquina fotográfica.Muitos pais e mães arriscaram os filhos pequenos para poderem mostrar o ídolo aos herdeiros. "Vale a pena o sacrifício, ele é um craque. E nem tão gordo está, como falam", disse dona Célia, acompanhada dos filhos Lucas e Mariana.Os seguranças improvisaram uma grade na frente da sala para evitar que as pessoas encostassem no vidro. Havia o temor que o quebrassem. "Tudo isso foi dentro do esperado, sem grande trabalho", afirmou Waldyr Dutra, chefe da segurança, que horas antes comemorava a tranqüilidade no clube. Na verdade, todo seu efetivo presente no Parque São Jorge acabou deslocado para a Fazendinha. A sexta-feira de Ronaldo começou cedo. Pela manhã, o jogador buscou a mulher, Bia, e a filha recém-nascida Maria Sophia na maternidade Peri Natal, na zona sul do Rio, e à tarde, no horário marcado, dava início aos trabalhos médicos/físicos no clube.Ronaldo não quis saber da licença maternidade de cinco dias a que tinha direito. Tudo pelo fato de os dirigentes darem liberdade, na semana passada, para ele acompanhar a reta final para o nascimento da filha. Ontem, conheceu os novos companheiros, deu gargalhadas com o futuro parceiro de ataque, Dentinho, e mostrou concentração, evitando o assédio da torcida com bastante seriedade nos exercícios físicos. Nada de olhares ou um simples aceno.As torcidas organizadas também marcaram presença. A diretoria da Gaviões da Fiel cumprimentou Ronaldo pelo nascimento de Maria Sophia e trouxe uma camisa da uniformizada para a menina. Já haviam presenteado o Fenômeno em sua chegada. "Agora só falta o Kleber (do Palmeiras)", pediram.

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