Evento no Rio reúne candidatas a sede olímpica em 2020

Derrotadas pelo Rio na escolha da próxima sede dos Jogos Olímpicos, em eleição realizada em 2009, Madri e Tóquio agora disputam com Istambul para receber a Olimpíada de 2020. E os comitês responsáveis pelas candidaturas das três cidades participam no Rio do chamado debriefing, troca de informações promovida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) entre os organizadores do evento em Londres/2012 e no Rio/2016.

TIAGO ROGERO, Agência Estado

19 de novembro de 2012 | 20h53

"O que estamos dizendo ao COI é: ''Por favor, confiem em nós''. Queremos fazer os Jogos modelo do século XXI", disse o presidente do Comitê de candidatura de Tóquio, Masato Mizuno. Dono da marca de artigos esportivos que leva o nome da família, ele afirmou que os Jogos de 2020 na capital japonesa estão orçados em US$ 9 bilhões, dos quais US$ 4,5 bilhões "já estão garantidos" por meio de um fundo olímpico do governo.

O dirigente japonês prometeu ainda que 27 das 33 instalações esportivas ficarão em um raio de 8 quilômetros, modelo centralizador bem diferente do que está sendo usado no Rio, que vai espalhar as disputas de 2016 em quatro regiões da cidade (Barra, Copacabana, Deodoro e Maracanã). Mizuno acredita que o pouco tempo percorrido entre as arenas - de 5 a 20 minutos, no transporte público - pode ser o diferencial da candidatura de Tóquio.

Já o presidente do Comitê de candidatura de Istambul, Hasan Arat, vê muitas semelhanças entre as candidaturas da cidade turca e do Rio. "Istambul é a única ponte entre a Europa e a Ásia. Uma Olimpíada, uma cidade, dois continentes", afirmou o dirigente. "Imagine os atletas dormindo no lado europeu e, no dia seguinte, competindo no lado asiático?"

Arat disse ainda não ter orçado o custo da Olimpíada de 2020 em Istambul, mas garantiu que o governo turco poder arcar integralmente com a conta. "Nossa economia é muito forte", explicou.

O dirigente turco, ex-jogador da seleção de basquete da Turquia e fã do meia brasileiro Alex, que se transferiu recentemente do Fenerbahçe para o Coritiba, afirmou não temer o "efeito Atenas" sobre a economia turca. Os Jogos de 2004 são apontados como uma das principais causas para a recessão atual na Grécia. "Istambul tem economia maior que 12 países europeus", avisou.

Já a função principal da diretora de relações internacionais do Comitê de candidatura de Madri, Theresa Sabel, parece ser convencer o COI de que, mesmo em crise, a Espanha pode receber novamente os Jogos Olímpicos - a última vez foi em 1992, em Barcelona. "Não estamos pedindo os Jogos para o ano que vem, mas para 2020. A Espanha nunca enfrentou uma crise que tenha durado mais de oito anos", explicou.

Segundo ela, a capital espanhola já está com quase toda infraestrutura pronta para a Olimpíada e seriam necessários mais US$ 2 bilhões em investimentos para receber o evento. "Não precisamos remodelar a cidade, nem reconstruir. Se os Jogos fossem amanhã, já estaria tudo praticamente pronto", afirmou Sabel.

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