José Patrício/AE - 03/05/12
José Patrício/AE - 03/05/12

Eventual título do Corinthians eleva a pressão no Palmeiras

'Se o Corinthians perder e a gente ganhar, vai ficar melhor ainda', disse o meia Felipe

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2012 | 03h11

SÃO PAULO - A quase centenária rivalidade entre Palmeiras e Corinthians esquenta até mesmo quando eles não se enfrentam. Quando o time alviverde entrar em campo na quinta-feira, para disputar o primeiro jogo da final da Copa do Brasil, contra o Coritiba, já saberá se seu arquirrival foi campeão da Libertadores. O time alvinegro e Boca Juniors jogam a finalíssima, no Pacaembu, no dia anterior. E, se o time de Tite conquistar o título inédito, a pressão sobre a equipe de Felipão só aumentará.

Nesta quarta-feira, os jogadores do Palmeiras acompanharam o empate entre Corinthians e Boca Juniors pela TV e, apesar de não revelarem publicamente, não gostaram do resultado. A torcida, claro, era por um triunfo dos argentinos, que não veio.

"A nossa torcida vai cobrar mesmo", admitiu o meia Felipe, que prefere enxergar também o outro lado dessa história. "Se o Corinthians perder e a gente ganhar vai ficar melhor ainda."

E a pressão pelo título alviverde não está relacionada apenas à eventual conquista corintiana. A escolha da Arena Barueri para enfrentar o Coritiba e a má campanha no Brasileiro também pressionam o Palmeiras.

Os dois pontos conquistados no Brasileiro praticamente obrigam o time a conquistar a Copa do Brasil. Apenas isso justifica a boa campanha em uma competição e péssima em outra. O Palmeiras é penúltimo colocado. O líder é o Cruzeiro, 14 pontos.

"Tratando-se de um grande clube é inadmissível ficar tantos jogos sem vencer", disse o gerente de futebol, César Sampaio, sobre as seis partidas sem triunfo no Brasileiro. "Mas também é administrável, porque ainda temos muitos jogos pela frente e dá para se recuperar."

A escolha por jogar a primeira partida da final em Barueri é o outro fator que pode jogar contra o Palmeiras. Torcedores e até dirigentes preferiam que a partida fosse disputada em São Paulo, de preferência no Morumbi, mas no final valeu o pedido dos jogadores. "É um campo menor e melhor para a gente, já que o Coritiba é um time que sai rápido", explicou o zagueiro Maurício Ramos.

TREINO 

Valdivia participou normalmente dos trabalhos com bola ontem cedo na Academia de Futebol, mas deve ser poupado domingo contra o Figueirense, também em Barueri, para não correr o risco de ficar de fora do jogo contra o Coritiba.

Quem também não vai disputar a próxima partida é Marcos Assunção, que ontem apenas treinou fisicamente. Felipão deve escalar um time misto contra o Figueirense.

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