Wander Roberto/Divulgação
Wander Roberto/Divulgação

Evolução da seleção ajuda parte física, diz preparador

Preparo físico do Brasil já não tira mais o sono de Paulo Paixão

AE, Agência Estado

20 de junho de 2013 | 15h32

FORTALEZA - Se antes era motivo de preocupação, o preparo físico da seleção brasileira já não tira mais o sono de Paulo Paixão. O rápido entrosamento encontrado por Luiz Felipe Scolari no time em poucos jogos em amistosos e na Copa das Confederações minimizou os efeitos do desgaste físico e facilitou o trabalho de preparação, avalia Paixão.

"A equipe está encontrando uma forma de jogar e isso dá esse equilíbrio e uma sustentação na parte física", analisa o preparador físico. "O time está dando liga. Se a parte técnica e tática está arrumada, a parte física vai junto. Isso está acontecendo", afirma, sem esconder o alívio.

O preparo físico era uma das preocupações da comissão técnica desde o início do ano, porque a maioria dos jogadores chegaria à seleção cansada ao fim da temporada europeia. Além disso, já se sabia que as sessões de trabalho físico precisariam ser sacrificadas em razão da necessidade urgente de Felipão de montar o time titular.

"Especificamente para essa competição, tive pouquíssimo tempo na parte física. Importante ter o entrosamento de preparador físico, comissão técnica e treinador para saber como será o trabalho do outro. Foi combinado que seria dado ao Felipão todo o tempo para que ele pudesse armar a equipe", explica Paulo Paixão.

Foi em razão deste desgaste que a comissão técnica cancelou o treino desta manhã, em Fortaleza. "Esse descanso pela manhã foi fundamental para que a gente tenha confiança de que, no sábado, os atletas vão render aquilo que eles podem render", diz o preparador físico, referindo-se ao duelo com a Itália.

Paixão só admite certa preocupação com o meia Oscar, um dos recordistas em número de jogos na temporada europeia. Foram 64 partidas com a camisa do Chelsea. "Existe uma preocupação, mas não podemos por na cabeça do atleta que ele está cansado", afirma. "Ele vai oscilar. Mas essa oscilação é muito normal, principalmente pelo número de jogos que ele fez".

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