Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Ex-diretor do Comitê Rio-2016 deixa prisão em Benfica, no Rio

Gryner é investigado na Operação Unfair Play que aponta ele e Nuzman como os principais elos entre o esquema de propinas de Sérgio Cabral (PMDB) e membros africanos do Comitê Olímpico Internacional

Mariana Durão, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2017 | 09h43

RIO - O ex-diretor de operações do Comitê Rio-2016, Leonardo Gryner, deixou a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio, por volta das 8h deste sábado, informou a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Considerado o braço direito do ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, ele estava preso desde o dia 5 de outubro. Ontem a Justiça Federal do Rio revogou a prisão temporária de Gryner.

Nuzman é acusado de integrar um esquema de compra de votos para que o Rio fosse escolhido como sede da Olimpíada de 2016. O ex-presidente do COB também é acusado de obter vantagens ilícitas nas obras necessárias para a realização do evento. 

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As suspeitas são investigadas na Operação Unfair Play, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Ela aponta que Nuzman e Gryner, seu principal auxiliar, eram os principais elos entre o esquema de propinas do então governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e membros africanos do Comitê Olímpico Internacional (COI), que teriam vendido seus votos.

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A decisão de revogar a prisão temporária de Gryner é do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. O magistrado afirma que a prisão temporária havia sido decretada (por cinco dias) e depois prorrogada diante da possibilidade de Gryner "exercer o seu poder de influência em detrimento das investigações". No entanto, já não haveria mais porque mantê-lo preso após a apreensão da caixa de e-mail de Maria Celeste de Lourdes Campos Pedroso, secretária de Nuzman, já em poder da Justiça. 

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