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Ex-ginasta Lais Souza revela ter namorada: 'Sou gay há alguns anos'

Aos 26 anos, atleta tetraplégica após acidente conta já ter tido namorado homens, mas afirma que atualmente é homossexual

O Estado de S. Paulo

10 de fevereiro de 2015 | 12h06

A ex-ginasta Lais Souza abriu detalhes da sua intimidade e revelou ser homossexual em entrevista à revista TPM deste mês. Aos 26 anos, ela conta ter um relacionamento com outra mulher, embora já tenha tido namorado homens também. "Eu tenho uma namorada, sou gay há alguns anos. Já tive uns namorados, mas hoje estou gay."

Lais Souza ficou tetraplégica no começo do ano passado, quando sofreu acidente enquanto treinava nos Estados Unidos para os Jogos Olímpicos de Inverno, em Sochi. Desde então, ela perdeu os movimentos do pescoço para baixo, mas recuperou a fala e se aproximou de pessoas que têm as mesmas limitações físicas do que ela. "Eu amo falar sobre sexo. Sempre fui assim." 

 

Lais tem enfrentado um lento processo de recuperação desde o acidente. Toda a rotina dela e da família foi readaptada e a luta da ex-ginasta atraiu fãs anônimos e famosos, como o piloto da Fórmula Indy Hélio Castroneves, e chamou a atenção até da seleção brasileira. Em setembro, quando a equipe de Dunga estava nos Estados Unidos para fazer amistosos, Neymar visitou Lais, desejou força a ela e ainda a presentou com camisas do Brasil e do Barcelona.

No mesmo mês, Lais conversou com o Estado e comemorava uma conquista recente naquela época. Ela conseguia comer pela boca, algo então impensável na época do acidente. Ela usava a mentalidade e a concentração de atleta para mostrar determinação e superar os limites do corpo. Nos Estados Unidos, a ex-ginasta recebe pensão vitalícia do COB de R$ 4,3 mil por mês para custear o tratamento.

Em Miami, onde mora, Lais integra um projeto pioneiro. Selecionada por um instituto americano que estuda e pesquisa a cura para a paralisia, ela recebe atenção especial dos cientistas. Os médicos aplicam na ex-ginasta células tronco na altura da lesão, as vértebras C2 e C3, com o intuito de devolver à região alguma sensibilidade. O tratamento, porém, é experimental e a brasileira e a primeira a participar do projeto.

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