Ex-jogador de futebol ganha vaga olímpica

SÃO PAULO - Caio Bonfim está mudando, aos poucos, a opinião do pai, João Sena. Para ele, o rapaz de 21 anos sempre foi melhor jogador de futebol do que marchador. "Mas acho que agora estou conseguindo equilibrar, né?", brinca o brasiliense, radiante com a conquista da vaga olímpica nos 20 km da marcha atlética.

AMANDA ROMANELLI, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2012 | 03h04

O marchador foi o único atleta que, até agora, conseguiu um lugar em Londres no Troféu Brasil. A competição, que será disputada até domingo, é a última chance para a obtenção de índices.

Caio dedicou muito mais tempo de sua vida esportiva aos gramados - chegou a atuar no juvenil do Brasiliense. Apesar da influência familiar no atletismo - seu pai, João, é técnico da modalidade e sua mãe, Gianetti, várias vezes campeã brasileira da marcha -, demorou para optar pela modalidade. A decisão final veio apenas em 2007.

"No futebol tinha muita gente boa, craque mesmo, na minha idade. Na marcha, não. Além disso, na minha primeira competição, já ganhei um prêmio de 220 reais. No futebol, não ganhei mais do que vale-transporte", explica o fundista, que admite ter sido "seduzido" por premiações e viagens que o atletismo poderia lhe proporcionar. Mas não só isso. Ele gostaria de fazer da marcha uma prova mais conhecida e, também, mais valorizada.

"É difícil, mas o primeiro passo foi dado com o índice olímpico. A marcha atlética precisa de campeões. É isso que faz o esporte se popularizar e quebra preconceitos". E é aonde Caio quer chegar, na Olimpíada do Brasil, que será realizada em 2016.

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