Ex-jogador não resiste a raro tipo de câncer

Em tratamento da doença desde 2011, baiano foi submetido a transplante de medula, mas complicações o levaram à morte

O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2012 | 02h04

Memória

Aos 37 anos, o ex-atacante Alex Alves morreu ontem no Hospital Amaral Carvalho, em Jaú, no interior de São Paulo, vítima de um câncer raro, que causou falência múltipla de seus órgãos. O jogador baiano que se destacou pelo Vitória, em 1993, também teve boas passagens por Palmeiras, Portuguesa, Cruzeiro e Hertha Berlim.

O câncer que acometeu Alex Alves é conhecido pela sigla HPN, que quer dizer Hemoglobinúria Paroxística Noturna. A doença se manifestou no jogador em 2007. Afastado do futebol desde 2010, ele fazia tratamento desde setembro passado. No dia 5 de outubro, Alex Alves foi submetido a um transplante de medula óssea, doada pelo irmão. Não houve rejeição, mas surgiram complicações que o levaram à morte.

Nascido em 30 de dezembro de 1974 em Campo Formoso, no interior da Bahia, Alex Alves foi revelado nas categorias de base do Vitória, foi campeão baiano de 1992 e fez parte do time vice-campeão do Brasileirão de 1993, quando atuou ao lado de Dida (hoje na Portuguesa), Vampeta e Paulo Isidoro, entre outros, na equipe que era treinada por Fito Neves. Apenas o Palmeiras de craques como César Sampaio, Edmundo, Edilson, Evair e Zinho foi páreo para o clube baiano naquele ano. O próprio Palmeiras o contratou em 1994, junto com Paulo Isidoro. Em São Paulo, ele foi campeão brasileiro, mas no ano seguinte seu futebol começou a ser questionado por dirigentes e torcedores.

Fora do Alviverde, ele teve boa passagem pela Portuguesa em 1996 e voltou a ser destaque no cenário nacional em 1998, pelo Cruzeiro, quando passou a comemorar seus gols jogando capoeira. Reconhecido como o primeiro jogador de futebol metrossexual do futebol brasileiro, Alex Alves foi vendido ao Hertha Berlim, da Alemanha, onde sofreu com uma série de lesões e polêmicas fora de campo.

Alex Alves defendeu ainda Juventude, Atlético-MG, Vasco, Portuguesa, Boa Vista, Fortaleza, Kavala (Grécia) e União Rondonópolis, seu último clube, de onde se afastou em 2010 por causa da doença.

Na vida pessoal, o jogador foi casado com a modelo Nádia França, que antes de se relacionar com o atacante baiano namorou com Ronaldo Fenômeno. Com a modelo, Alex Alves teve uma filha. Nos últimos meses, o amigo Vampeta acompanhou de perto seu drama. Alex Alves pretendia organizar uma partida entre amigos para festejar sua saída do hospital. / SANDRO VILLAR

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.