Jeff Kowalsky/AFP
Jeff Kowalsky/AFP

Ex-médico da ginástica dos EUA pega 60 anos de prisão por pornografia infantil

Larry Nassar, condenado por abuso sexual, 'nunca mais deveria ter acesso a crianças', diz sentença

Estadão Conteúdo

07 de dezembro de 2017 | 17h34

Acusado de abuso sexual por diversas ginastas dos Estados Unidos, o ex-médico da seleção do país na modalidade Larry Nassar foi condenado à prisão pela Justiça norte-americana, nesta quinta-feira, por um caso paralelo. Ele foi sentenciado a 60 de cadeia por posse de pornografia infantil.

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A juíza Janet Neff seguiu a recomendação dos promotores do caso, decretou a pena e disse que Nassar "nunca mais deveria ter acesso a crianças". A pornografia infantil sob posse do médico foi descoberta no ano passado, justamente quando ele era investigado por abuso sexual.

Recentemente, Nassar foi denunciado por diversas ginastas por abuso. Entre aquelas que se manifestaram publicamente contra o médico, estavam as atletas olímpicas Aly Raisman, McKayla Maroney e Gabby Douglas, com quem ele havia trabalhado na seleção norte-americana.

As acusações resultaram em dois processos contra Nassar na Justiça do país, os quais ainda não tiveram uma definição. A decisão da juíza Janet Neff, aliás, prevê que a pena aplicada por posse de pornografia infantil só deverá começar a ser cumprida depois que ele completar suas sentenças nestes outros casos.

O próprio Nassar admitiu ter abusado sexualmente de diversas atletas que o procuravam para tratar de dores nas costas ou nos quadris. Os advogados de defesa informaram o tribunal que o médico "se arrepende profundamente da dor que causou para a comunidade".

Uma das atletas abusadas, McKayla Maroney chamou Nassar de "monstro" e disse que ele "deixou cicatrizes psicológicas que podem nunca sumir", em uma carta enviada à juíza Neff. Além dos casos criminais, mais de 100 mulheres e garotas estão processando o médico pelos abusos.

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