Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Ex-presidente da CBDA, Coaracy Nunes é internado em UTI no Rio de Janeiro

Dirigente, que tem 82 anos, já foi condenado a 11 anos e oito meses de prisão por desvio de recursos na entidade

Redação, Estadão Conteúdo

26 de abril de 2020 | 20h45

Um dos homens mais influentes dos esportes aquáticos do Brasil nos últimos anos, Coaracy Nunes, ex-presidente da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) entre 1988 e 2017, está internado na UTI de um hospital na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ele passou mal de saúde na noite de sábado e acabou encaminhado para atendimento.

Aos 82 anos, completados neste domingo, Coaracy Nunes sofre de diabetes e tem outros problemas de saúde. Por isso, foi sedado e permanecia em coma induzido na tarde deste domingo - não havia confirmação de ter sido infectado pela covid-19, mas mesmo assim ficou em isolamento, sem contato com seus familiares.

Nas redes sociais, amigos do ex-dirigente se pronunciaram. "No momento Coaracy trava uma guerra ainda mais complexa. Na companhia de Deus, em uma cama de hospital, luta pela vida. Até mesmo sua família não pode estar com ele no momento, por razões de confinamento no CTI. Fique com Deus, Coará. Que você consiga, como sempre, vencer mais essa!", escreveu Ricardo de Moura, ex-diretor da CBDA, em sua conta no Facebook.

A filha de Coaracy Nunes, Luciana, compartilhou a postagem de Ricardo de Moura. "Pq as vezes as palavras não veem, faço das do Ricardo De Moura as minhas. Que hoje no seu aniversário, o meu pai seja lembrado e que as orações, tragam paz e luz", afirmou.

Em outubro do ano passado, o Tribunal Regional Federal de São Paulo (TRF-SP) condenou o ex-presidente da CBDA a 11 anos e oito meses de reclusão e a três anos de detenção por desvios de recursos públicos na entidade. Mas Coaracy Nunes respondia em liberdade a um recurso da condenação em primeira instância de um dos processos aos quais responde.

Ele foi condenado por formar uma organização criminosa para fraudar licitações e desviar recursos públicos destinados à contratação de empresas de turismo. O caso fez parte da Operação Águas Claras, que desde 2015 apurava irregularidades na confederação. Além das investigações em curso no MPF, já tramitam na Justiça Federal uma ação penal e duas ações de improbidade administrativa contra Coaracy Nunes e outros três ex-dirigentes da CBDA.

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