Arquivo/AE
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Ex-recordista questiona novas marcas mundiais

Australiano Eamon Sullivan pede à Fina que não aceite os tempos de Frederick Bousquet e Alain Bernard

AE, Agencia Estado

27 de abril de 2009 | 13h13

A reação na Austrália aos novos recordes mundiais dos 50 metros livre, batido por Frederick Bousquet, e dos 100 metros livre, de Alain Bernard, não foi nada positiva. O nadador Eamon Sullivan, antigo recordista das duas provas, pediu à Federação Internacional de Natação (Fina) que não homologue as novas marcas, e ganhou o apoio do técnico da seleção nacional, Alan Thompson.

"Espero que a Fina regule logo a espessura, o material e as especificações técnicas dos trajes. Pelo que ouvi, o material usado por eles ainda não foi autorizado", disse Sullivan. O australiano, no entanto, está mal informado: o único maiô ainda "sob suspeita" é o de Bernard, que marcou 46s94 nos 100 metros livre, contra 47s05, que era sua marca anterior.

Bousquet, neste domingo, anotou 20s94 com um Jaked, modelo fabricado por uma empresa italiana que já conta com a aprovação da entidade máxima dos esportes aquáticos - a marca anterior de Sullivan era de 21s28. Bernard utilizou um modelo da marca Arena que ainda está em testes, inclusive pelo brasileiro Cesar Cielo, campeão olímpico dos 50 metros livre. A roupa é feita de poliuretano, numa porcentagem que, segundo os críticos, seria superior ao regulamento aprovado pela Fina.

Alan Thompson se ateve a essa marca. Segundo ele, o uso de maiôs em teste durante competições oficiais não deveria ser aceito. "É um precedente perigoso", disse o treinador, citando uma prova de 2007, em que a nadadora Libby Trickett bateu um recorde mundial nos 100 metros livre, durante uma prova amistosa contra Michael Phelps, e não teve a Marca homologada. "Daquela vez não era um evento aprovado, e agora não é um traje aprovado", reclamou.

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