Exército paquistanês resgata 3 sobreviventes de avalanche

São onze mortos confirmados pelas autoridades, mas total ainda pode aumentar após desastre na montanha K2

EFE

04 de agosto de 2008 | 12h03

Pelo menos 11 pessoas morreram neste fim de semana (mais uma ainda não confirmada) enquanto escalavam a montanha K2, a segunda mais alta do mundo (8,6 mil metros), no norte do Paquistão. Os serviços de resgate do Exército paquistanês transferiram nesta segunda-feira para a cidade de Skardu (norte do Paquistão) os três alpinistas sobreviventes, disse à Agência Efe uma fonte oficial."Dois helicópteros transportaram do campo base (a 4,9 mil metros de altitude) dois alpinistas holandeses e um paquistanês esta manhã", explicou o coronel Elliaz, que acrescentou que (as vítimas) "já estão sendo atendidas no hospital" de Skardu, situado a cerca de 50 quilômetros da K2. Segundo a fonte dos serviços de resgate, a operação aconteceu "sem excessivas complicações devido às boas condições meteorológicas". Elliaz acrescentou que nas próximas horas acontecerá o resgate no campo base avançado, a 7,2 mil metros de altitude, do alpinista italiano Marco, que sofre de congelamento grave, e também de outro compatriota, Roberto, que "não sofre de maiores complicações". Entre os falecidos, há três sul-coreanos, dois nepaleses, dois paquistaneses, um sérvio, um irlandês, um norueguês e um francês, confirmou à Efe o alpinista paquistanês Nazir Sabir, que está em contato com algumas das expedições. Já o alpinista austríaco Christian Stangl elevou para 12 o número de vítimas fatais. "Os ânimos na base estão exaltados. Cada equipe tem um ou dois mortos. Atualmente se encontram aqui entre 20 e 25 alpinistas, e praticamente todos estão dispostos a partir", disse Stangl do acampamento base, citado pela agência austríaca "APA". O acidente aconteceu pelo desprendimento de um bloco grande de gelo, que matou um expedicionário e arrastou uma corda fixa. Um grupo de 25 a 30 escaladores que estava acima desse ponto ficou isolado e com muito pouca chance para descer de maneira segura, informou à Efe Alfredo García, membro da expedição espanhola K2-Broadpeak. Há possibilidades de haver mais vítimas, já que vários alpinistas estão descendo a montanha em condições muito precárias, acrescentou. O acidente foi o maior na K2 desde 13 de agosto de 1995, quando seis pessoas morreram durante uma tempestade na montanha, cuja subida é considerada mais complicada do que a do monte Everest, o mais alto do mundo.

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