Tiago Queiroz/AE - 13/05/2011
Tiago Queiroz/AE - 13/05/2011

'Existe uma nuvem negra no Palmeiras', diz presidente

Arnaldo Tirone garante que time não será rebaixado e compara derrota para a Portuguesa à goleada para o Coritiba

Entrevista com

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2012 | 03h06

SÃO PAULO - A derrota por 3 a 0 para a Portuguesa não deve sair tão cedo da cabeça dos palmeirenses. Como o presidente Arnaldo Tirone que, em entrevista exclusiva ao Estado, abriu o jogo. Com voz cansada, segundo ele em decorrência de uma gripe, o dirigente falou sobre a ameaça de rebaixamento, disse que o tropeço lembrou os 6 a 0 sofridos para o Coritiba no ano passado e contou que o vazamento de informações do dia a dia do clube é feito até mesmo por dirigentes.

Como explicar a derrota para a Portuguesa?

O time entrou muito nervoso e não conseguiu se acertar. Essa sensação de estar na zona de rebaixamento deixa o jogador preocupado e ansioso. E ainda tivemos que pegar um time que marca forte e acertou três contra-ataques que nos matou. Foi um desastre que me lembrou aquele 6 a 0 do Coritiba.

Acha mesmo que dá para comparar com aquele jogo?

Não é comparar, mas, lembra daquele jogo? Deu tudo errado para gente e ontem (quarta-feira) foi a mesma coisa. Acho até que no primeiro tempo fomos bem, mas no segundo tempo a Portuguesa fez um gol no começo e o time se perdeu inteiro.

Há três rodadas, o senhor disse que rebaixamento não preocupava. E agora?

Agora é uma coisa para se preocupar, claro, mas não vamos cair. O Palmeiras tem como reagir. Falar que não estou nem aí seria irresponsabilidade, mas temos como reagir, pois temos um time forte.

Pretende conversar com o elenco para saber o que está acontecendo?

O Felipão tem falado para os jogadores que a diretoria está trabalhando muito para ajudá-los e sentimos antes do jogo que o grupo estava bem animado. Então não tem por que conversarmos. Acontece que no Brasileiro não estamos dando sorte.

O problema do Palmeiras é falta de sorte, então? Acho que o problema é que existe uma nuvem negra em cima do Palmeiras no Brasileiro. Na Copa do Brasil deu tudo certo.

Acha que o vazamento de nformações pode estar atrapalhando a equipe?

Olha, no Palmeiras existem umas três ou quatro pessoas que passam informações. Uma ou duas da oposição e uma outra lá de dentro do clube que passa. Não cheguei a falar com Felipão sobre isso. Na segunda-feira tive uma reunião com ele e alguns dirigentes, falamos sobre os jogadores que estavam voltando de lesão e reafirmamos a vontade dele ficar conosco para o ano que vem.

Sabe quem são as pessoas? Vai tomar providências?

Tem gente que frequenta o CT e é amigo do Felipão, mas faz tempo que não aparece por lá. Sei também que o Mauro Marques (assessor da presidência) é amigo de jornalista. O Piraci (de Oliveira, diretor jurídico) também passa informações para jornalistas que ele se dá bem. Não me preocupo. Até porque eu mesmo às vezes passo informações. Não acredito que isso atrapalhe em nada. O que me incomoda são informações de gente ligada ao Mustafá e ao Pescarmona, que tentam minar o elenco.

E o Valdivia. Ainda acredita que ele possa dar retorno?

Ele faz a diferença, sim. Acho que jogou bem contra a Portuguesa e tem se esforçado bastante. Acontece que, na ânsia de ajudar, às vezes ele toma cartões ou sofre algum problema físico. Está com disposição de acertar e de melhorar cada vez mais. Não acredito em má vontade. Ele está tendo azar por tomar muito cartão.

Essa situação atrapalha o planejamento para 2013?

Não. Vamos sair dessa situação com esse time e não tem como trazer novos jogadores agora. Ao mesmo tempo, não podemos pensar em montar o time de 2013 só em dezembro. Estamos cuidando disso. Acertamos com o Tiago Real e provavelmente deve ser o último reforço nesse ano.

A má campanha atrapalha seus planos eleitorais?

Claro. A Copa do Brasil deu moral, mas a situação ofusca o título. O futebol gera tudo no Palmeiras.

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