Experientes dizem que novatos estão prontos para brilhar

O Mundial da Itália foi para alguns jogadores o último disputado pela seleção brasileira. Com o processo de renovação no grupo, Dante, Rodrigão e Giba, que participaram da conquista dos três campeonatos (2002, 2006 e 2010), dificilmente estarão em quadra no próximo torneio, que será realizado na Polônia daqui a 4 anos. Os veteranos, no entanto, acreditam que os novos atletas estão preparados para assumir a responsabilidade sozinhos. "Esse grupo está pronto. Já posso passar o abacaxi para eles", brincou Dante, que espera ainda disputar o próximo torneio. "Se Deus quiser, estarei lá."

Ana Paula Garrido, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2010 | 00h00

Segundo os iniciantes, a pressão, que chega a ponto de obrigação por títulos, não assusta. Pelo contrário, a herança construída ao longo dos anos é positiva. "O maior legado que a outra geração deixou é que, quando a amarelinha (seleção) entra em quadra, a galera treme", disse Lucas, em referência à jovem equipe de Cuba, que sentiu o peso e errou mais que o normal na final.

Sorte do Brasil, que teve o peso dos experientes associado ao talento dos novatos - fator considerado ponto-chave para a hegemonia verde-amarela no esporte. "A Itália não tem renovação, tanto que há um bom tempo não conquista nada. O Brasil não pensa no agora, esse é nosso diferencial", apontou Lucas, que já ganhou posição de titular.

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