F-1 mais segura evita a morte de Webber

Mark Webber afirmou logo depois de regressar caminhando ao paddock: "Estou bem." O piloto acabara de sofrer um gravíssimo acidente na 8.ª volta e, mais uma vez, a supersegurança dos carros de Fórmula 1 evitou uma tragédia. Webber decolou com seu carro a 280 km/h, completou um giro no ar, pousou e colidiu com violência na barreira de pneus.

Livio Oricchio, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2010 | 00h00

O que primeiro contribuiu para Webber não morrer foi a barra de proteção, chamada de santantônio, que se localiza um pouco atrás do capacete e serve também para a tomada de ar do motor. Quando o monoposto tocou o solo, o peso do veículo foi suportado pelo santantônio, protegendo a cabeça do piloto.

Ao tocar o solo, a Red Bull voltou a sua posição normal. E é possível observar as rodas traseiras travadas, com o carro sendo direcionado para a área de escape. Sinal de que Webber, consciente, visava a reduzir a velocidade de impacto nos pneus.

O próximo maior perigo era a violenta desaceleração frontal. Aí entrou em cena o Hans (Head and Neck Support), sistema de correias atreladas a um suporte apoiado sobre os ombros do piloto, que serve para conter a cabeça em um brusco movimento. Essas desacelerações são capazes de romper a coluna cervical com desdobramentos neurológicos graves. O Hans reduziu de maneira decisiva os efeitos da elevada desaceleração.

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