Fabiana Murer é a maior esperança de medalha

Campeã mundial indoor, brasileira disputa hoje decisão do salto com vara. Mais uma vez enfrentará Isinbayeva

, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2011 | 00h00

DAEGU, Coreia do Sul

O Brasil tem hoje, a partir das 7 horas (de Brasília), sua chance mais concreta de sair do Mundial de Atletismo, em Daegu, com uma medalha. Fabiana Murer, que conquistou o ouro no Mundial Indoor de Doha, em 2010, tenta também obter um lugar no pódio da disputa ao ar livre, muito mais valorizada.

As adversárias que a brasileira vai enfrentar nesta manhã não são muito diferentes das que derrotou no Catar. A principal é Yelena Isinbayeva, recordista mundial da prova. Mas, se no início do ano passado a russa estava em rota descendente, suas reais condições neste Mundial ainda são desconhecidas.

Ainda retornando de um período sabático, Yelena fez apenas duas provas na temporada: sua melhor marca foi 4,76 m, na etapa de Estocolmo da Liga Diamante, muito distante dos 5,06 m de 2009, seu recorde mundial.

Fabiana tem como melhor resultadoos 4,71 m obtidos em Londres - seu melhor salto é 4,85 m, de 2010. A brasileira acredita que a casa dos 4,80 m deve garantir lugar entre as três melhores. A única atleta que conseguiu superar esta marca em 2011 foi Jennifer Suhr. A americana, líder do ranking, tem 4,91 m.

Prova extremamente técnica, o salto com vara é uma das disputas mais abertas à surpresas. Foi assim na derrota de Isinbayeva no Mundial de Berlim, há dois anos, quando a russa não conseguiu sequer validar um salto na final. Ontem, na final masculina, a zebra também passou por Daegu. O campeão foi o polonês Pawel Wojciechowski, com 5,90 m. Favorito, o francês Renaud Lavillenie ficou com o bronze.

Outro resultado espantoso ocorreu na pista. Em uma disputada final, o cubano Dayron Robles ganhou os 110 m com barreiras, mas não levou. Atual campeão olímpico e recordista mundial, Robles tocou no seu principal rival - Liu Xiang, o 3.º colocado - na passagem da 8.ª barreira (são 10). A China protestou, alegando que seu atleta foi prejudicado na manobra, e o pedido de revisão do resultado foi acatado.

Quem se deu bem foi o americano Jason Richardson. De medalha de prata, passou a campeão mundial. Xiang herdou a prata e o britânico Andrew Turner, o bronze. David Oliver, dos EUA, considerado um dos favoritos, ficou em 4.º. E, no Twitter, defendeu Robles. "As pessoas que acham que ele fez aquilo de propósito estão loucas."

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