Eduardo Muñoz/Reuters
Eduardo Muñoz/Reuters

Fabiana Murer estreia no salto com vara tentando superar rivais

Brasileira tem como uma das metas passar pelo sarrafo a 4,85 m

Nathalia Garcia, enviada especial a Toronto, O Estado de S. Paulo

23 de julho de 2015 | 07h00

Fabiana Murer começa a disputa por uma medalha nesta quinta, às 18h55 (de Brasília), no salto com vara nos Jogos Pan-Americanos. Além do pódio, ela traçou duas metas: superar duas de suas principais rivais, a norte-americana Jennifer Suhr e a cubana Yarisley Silva, e ainda passar pelo sarrafo a 4,85 m, marca que ainda não alcançou nesta temporada ao ar livre.

Jennifer Suhr foi campeã olímpica em Londres, em 2012, e colocou seu nome entre as melhores atletas da modalidade, já Yarisley Silva desbancou Fabiana no último Pan e obteve o recorde da competição, com o salto de 4,75 m. Além das velhas conhecidas, Murer também vê potencial em Demi Payne, dos Estados Unidos. "Quero buscar a medalha de ouro, conseguir uma boa marca, mas sei que não vai ser fácil. É uma prova muito disputada, tem que saltar alto", projeta.

A meta da brasileira é passar pelo sarrafo a 4,85 m, marca que ainda não alcançou nesta temporada ao ar livre. O seu melhor resultado até agora - 4,80 m - foi obtido na etapa de Nova York da Liga Diamante, em junho. Se chegar a esse patamar, será muito difícil deixar o ouro escapar novamente. Aos 34 anos, Fabiana faz sua quarta participação no Pan e é uma das mais experientes da delegação. Campeã no Rio (2007) e prata em Guadalajara (2011), ela também participou dos Jogos de Winnipeg (1999).

Focada, Murer intensificou sua preparação física depois de competir na Europa. Como a prova do salto com vara exige bastante esforço da musculatura, a atleta tem um programa de treinos diversificado. Além de trabalhar a técnica do salto duas vezes por semana e fazer musculação, incorpora atividades com barreira para melhorar sua corrida, se preocupa com a velocidade, pratica salto em distância e até ginástica artística, sua primeira paixão no esporte.

"O salto com vara trabalha o corpo inteiro. Precisa da perna para corrida, das costas firmes para passar energia da corrida para a vara, é preciso força no braço para conseguir ficar de ponta cabeça e agilidade para se livrar do sarrafo. É um treino bem complexo", explica.

A atleta chegou ao Canadá quatro dias antes de sua prova para ter tempo suficiente de descansar antes da competição. "Você não dorme como deveria em uma noite no avião. Tento chegar sempre dois dias antes da prova, mas ultimamente tenho sentido mais o cansaço da viagem e quis vir um pouco antes para cá."

Após alguns treinos, Fabiana conta que já está bem adaptada ao local e elogiou as condições que deve encontrar na disputa. "A pista está boa, é veloz. Gosto de competir com calor, realmente não vou ter problema nenhum com relação ao clima."

Além dos treinos, a Universidade de York tem sido usada pelos brasileiros como alojamento. Veterana, a atleta está bastante satisfeita com a acomodação. No entanto, enfatiza que estar em uma Vila de Atletas seria uma experiência positiva para os mais jovens.

"Para mim, está perfeito. Achei muito bom ficar aqui porque é do lado da pista, é muito mais fácil e tem comida especial, não dá para cair nas tentações da Vila. Mas aqui a gente não tem o contato com o pessoal de outros países e de outros esportes, o que seria legal para os atletas mais novos começarem a entender o que é uma Vila, para se prepararem para Olimpíada do ano que vem."

Além de Fabiana Murer, o Brasil também será representado na prova por Karla Rosa da Silva.

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