Alberto Estévez/EFE
Alberto Estévez/EFE

Fabiana Murer tenta nova façanha no Mundial

Brasileira do salto com vara não é a favorita, mas diz que pode brigar pelo título

AMANDA ROMANELLI - Enviada Especial, O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2013 | 07h30

MOSCOU - Fabiana Murer entrará no Estádio Luzhniki nesta terça-feira, às 12h35 (horário de Brasília), como a atual campeã mundial do salto com vara - é dona do único título do Brasil na competição. Mas a brasileira, sempre apontada como favorita nas competições até a Olimpíada de Londres, quando não conseguiu passar à final, não é das mais cotadas para o pódio no Mundial de Atletismo de Moscou.

A melhor marca que conseguiu na temporada, 4,73m, é apenas a nona do ano. E, desde a final de Daegu/2011, quando foi campeã com seu recorde pessoal de 4,85m, não salta acima dos 4,80 m. Quem sobra na temporada é Yarisley Silva, vice-campeã olímpica. A cubana lidera o ano com 4,90m, e ainda saltou quatro vezes acima de 4,80m. A campeã olímpica Jennifer Suhr, dos Estados Unidos, é a segunda do ranking, com 4,80m feitos ainda na temporada indoor, no início do ano. E, ainda antes de Fabiana, está Yelena Isinbayeva, com 4,78m.

A russa, aliás, desmentiu que a final desta tarde será a última de sua carreira. Colocou a culpa na má interpretação dos jornalistas sobre suas declarações a respeito da aposentadoria.

Após a prova de qualificação no domingo, disse que abandonará as pistas por um período para realizar o sonho de ser mãe. E seu objetivo é voltar ao atletismo para competir na Olimpíada do Rio em 2016.

Apesar das dificuldades que enfrentou no ano, como uma lesão sofrida em maio, Isinbayeva terá a seu favor o apoio fervoroso da torcida russa, que enlouqueceu assim que ela surgiu no Luzhniki. "O público é simplesmente fantástico, é ótimo poder competir em casa."

Fabiana, que passou à decisão apenas na terceira tentativa do seu salto de 4,55m, disse que a dificuldade em garantir a marca não é motivo de preocupação. "Tive dificuldade para acertar os primeiros saltos não porque estava mal, mas porque estava muito bem. A pista é muito rápida, a vara ficou fraca. Agora já sei todos os ajustes, vai ser mais tranquilo."

DUTRA FOI MAL

Na final do masculino, disputada na segunda-feira, Augusto Dutra ficou longe de seu melhor resultado (5,82m) e terminou em 11.º lugar entre os 13 finalistas.

Ele superou as marcas de 5,50m e 5,65m na terceira tentativa, mas fracassou nas três chances de ultrapassar 5,75m.

"Meu resultado não foi bom e meu final de corrida não rendeu, mas de agora em diante estarei mais preparado para as competições internacionais. Bola pra frente", disse o saltador de 23 anos, estreante em Mundiais.

A repórter viaja a convite da IAAF.

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