Marcio Fernandes/ Estadão
Marcio Fernandes/ Estadão

Em disputa acirrada, Fabiana Murer amarga prata no salto com vara

Yarisley Silva salta 4,85m e vira líder do ranking mundial

Estadão Conteúdo

23 de julho de 2015 | 20h49

Mais uma esperança de medalha de ouro para o Brasil no atletismo dos Jogos Pan-Americanos transformou-se em frustração em Toronto. Fabiana Murer igualou sua melhor marca da temporada, com 4,80m, mas, assim como havia acontecido em Guadalajara, há quatro anos, foi superada por Yarisley Silva. Quando já tinha o ouro assegurado, a cubana passou 4,85m e assumiu a liderança do ranking mundial. A brasileira ficou com a prata, enquanto a norte-americana Jennifer Suhr amargou o bronze.

A disputa foi em alto nível, uma vez que os 4,80m de Fabiana são agora equivalentes ao quarto lugar do ranking mundial. Fica atrás de Yarisley, da grega Nikoleta Kyriakopoulou (4,83m) e de Suhr (um salto de 4,82m, outro de 4,81m).

A medalha é apenas a oitava conquistada pelo Brasil no atletismo dos Jogos Pan-Americanos, a quarta de prata. Até aqui, o País só conquistou uma de ouro, com Juliana Gomes da Santos, nos 5.000 metros, logo na primeira prova de pista no Estádio da Universidade de York.

Se o resultado de Fabiana não chega a ser uma decepção, uma vez que ela dividia o favoritismo com Yarisley e Suhr, de forma geral o Brasil fracassa no atletismo do Pan. Após a realização destas mesmas provas em Guadalajara, o País já tinha 10 medalhas em Guadalajara, sendo quatro de ouro.

Sabendo que a disputa pelo ouro seria acirrada, com chances reais de um empate, Fabiana Murer adiou ao máximo a sua entrada na prova, para precisar do menor número possível de saltos para completar a competição. Afinal, esse é o primeiro critério de desempate.

Ao passar 4,50m, Fabiana já garantiu ao menos o quarto lugar. Afinal, só ela, Yarisley, Suhr e a também norte-americana Demi Payne foram tão longe. As quatro, aliás, entraram bem mais tarde do que as demais. Payne foi eliminada ao tentar 4,65m, enquanto Suhr decepcionou ao parar em 4,60m.

A partir dali, a disputa era só entre a brasileira e a cubana. As duas estavam absolutamente empatadas. Afinal, ambas fizeram apenas três saltos antes de começarem as tentativas em 4,75m.

Yarisley foi a primeira a passar 4,75m, na sua segunda tentativa. Murer errou as duas primeiras e, por isso, ainda que superasse na terceira e última chance, ficaria atrás da cubana pelos critérios de desempate. Passou para 4,80m e, na sua única oportunidade, foi bem sucedida.

A pressão passou a ser sobre a cubana, que precisava superar 4,80m antes que a brasileira. Yarisley nem sentiu e alcançou essa altura na primeira tentativa. A partir de então, a vantagem do "empate" voltava a ser dela.

Se quisesse o ouro, Fabiana precisava igualar o recorde sul-americano, dela mesma, de 4,85m. Derrubou o sarrafo em duas tentativas, mas na terceira não conseguiu saltar. Passou reto e foi direto correndo para o colchão. Com o ouro garantido, Yarisley tentou uma única vez os 4,91m, o que seria recorde pessoal, ficou longe de conseguir passar o sarrafo e abandonou a prova sorrindo.

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