Fabíola Molina brilha no Aberto de Paris

Nadadora leva ouro nos 50 m e nos 100 m costas. Aos 34 anos, ela vive auge de sua forma

Valéria Zukeran, O Estadao de S.Paulo

20 de junho de 2009 | 00h00

A brasileira Fabíola Molina confirmou ontem, na França, a boa fase e faturou a medalha de ouro nos 50 metros (28s72) e nos 100 m costas (1min02s38), no Aberto de Paris. Pela mesma competição, João Júnior também brilhou e alcançou o topo do pódio nos 50 m peito (27s69), com Felipe França em terceiro. Guilherme Guido (nos 50m costas), Gabriel Mangabeira (100m borboleta) e, Joanna Maranhão (400 m medley) conquistaram medalhas de prata. Enquanto boa parte dos nadadores encerra a carreira precocemente, a ideia de aposentadoria nem passa pela cabeça de Fabíola Molina. Aos 34 anos, ela está classificada para o Campeonato Mundial de Roma, quebrando recordes, motivada. Hoje, em Paris, disputa o revezamento 4 x 100 m.No Mundial, Fabíola participará de três provas: 50 m e 100 m costas, além do revezamento 4 x 100 m medley. E os índices foram obtidos apesar de um contratempo: no início do ano a nadadora contraiu mononucleose, doença causada por vírus, transmitida pelo contato com saliva. Mesmo tendo de interromper os treinos durante algumas semanas para se recuperar, Fabíola conseguiu alguns dos melhores resultados de sua carreira em maio, quando bateu os recordes sul-americanos dos 50 m e 100 m costas. "Agora volto para a Europa feliz pela minha recuperação e com os resultados obtidos." Porém, a doença fez a nadadora redobrar os cuidados com a preparação para o Mundial , tanto que optou por não participar do treinamento em altitude da seleção, em Sierra Nevada, no Sul da Espanha. As dificuldades não abatem Fabíola. "Eu gosto muito do que faço, e adoro competir. Acho que o que ajudou a prolongar minha carreira é estar justamente casada com um nadador (Diogo Yabe, que também está em Paris). Por estamos juntos e termos o mesmo foco, fica mais fácil levar a natação por mais tempo, que é um esporte sacrificante e desgastante." Poder treinar com Yabe, segundo Fabíola, traz vantagens. "Ele me ajuda a dar equilíbrio em tudo o que faço." O Open é uma oportunidade de avaliar a preparação para o Mundial. "Gosto de nadar com adversárias fortes e analisar se tem algum fundamento que,em comparação, poderia ser melhor. Por exemplo, a saída ou a virada, ou a transição de começo de nado. É sempre valioso aprender com os melhores."PHELPSMichael Phelps fez o melhor tempo da carreira nos 100 metros borboleta ontem, em Montreal, durante a Copa do Canadá. Ele venceu a disputa com a marca de 50s48.

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