Faixa carimbada não estraga a festa do Flu

Campeão brasileiro perde para o Cruzeiro por 2 a 0, no Engenhão, mas nem por isso deixa de comemorar o título

SILVIO BARSETTI / RIO, O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2012 | 02h04

Engenhão lotado, volta olímpica, pódio, beijos no troféu de campeão brasileiro... Quase tudo foi festa ontem para a torcida do Fluminense, a não ser por um detalhe: a equipe tricolor foi derrotada por 2 a 0 pelo Cruzeiro, time que não tem mais nada a fazer na competição.

Muito provavelmente por causa das intensas comemorações do título, que começaram no domingo passado e ainda não terminaram, o Fluminense se mostrou disperso na partida de ontem, com evidentes dificuldades para se concentrar. Mesmo assim, os torcedores tricolores esqueceram a derrota assim que o árbitro encerrou a partida. Era a hora da emoção.

Eufóricos, os jogadores do campeão brasileiro, muitos deles abraçados, correram em torno do gramado com a taça nas mãos, aplaudidos de pé pelos torcedores, que cantavam o hino do Fluminense e ovacionavam cada um dos campeões, com ênfase especial para Fred e Diego Cavalieri, os dois jogadores que mais se destacaram na campanha.

Quem demorou um pouco mais para relaxar foi o técnico Abel Braga, bastante irritado com a atuação de ontem. Mas nada que estragasse o domingo do treinador, que também celebrou a campanha que deu o título ao Fluminense com três rodadas de antecipação.

O Engenhão recebeu ótimo público desde cedo por causa de uma preliminar que contou com ex-jogadores como Washington, Romerito, Petkovic e Zico, entre outros, além do tenista número um do mundo, o sérvio Novak Djokovic, sempre ao lado de Gustavo Kuerten - os dois disputaram uma partida de exibição no sábado, no Maracanãzinho.

Montillo marcou o primeiro gol dos visitantes ao cobrar bem um pênalti de Gum em Anselmo Ramon, no primeiro tempo. Na etapa final, Élber, de 20 anos, revelação das categorias de base do Cruzeiro, driblou Jean e Carleto e fechou o placar. Não era o que a torcida do Fluminense esperava, mas isso não estragou a festa dos cariocas.

"A perna está um pouquinho morta, mas o braço está pronto para levantar essa taça tão esperada", falou o atacante Fred, capitão do Fluminense, logo depois do jogo - ele sentiu uma lesão muscular durante o segundo tempo, terminou a partida se arrastando e pode até ficar fora do duelo da Seleção Brasileira com a Argentina, quarta-feira, em Buenos Aires. "Não vamos falar disso agora, Vamos falar do título, que é mais importante."

"Estou muito feliz com esse momento especial", disse o volante Edinho. "Faltava esse título no meu currículo. Tomara que no próximo ano a gente conquiste a Libertadores."

Com a vitória, o Cruzeiro evitou que o Fluminense quebrasse seu recorde de aproveitamento na era dos pontos corridos. Em 2003, primeiro ano do Brasileiro com essa fórmula, o time mineiro terminou o torneio com 72,5%, marca que os cariocas superariam com sete pontos nas três últimas rodadas.

Tropeço mineiro. Em Belo Horizonte, o Atlético-MG escancarou o desânimo que tomou conta do clube por causa da perda do título brasileiro e apenas empatou com o rebaixado Atlético-GO. Aos 16 minutos do primeiro tempo os goianos já venciam por 2 a 0, com gols de Rayllan e Patric. Pouco depois, Réver fez o primeiro dos mineiros, que só foram empatar aos 45 minutos da etapa final, com um gol de Ronaldinho Gaúcho.

O Atlético está na briga com o Grêmio pelo vice-campeonato. Essa disputa é importante porque o segundo colocado do Campeonato Brasileiro entra direto na fase de grupos da Libertadores da América, o que não ocorre com a equipe que termina na terceira colocação - ela tem de disputar a fase preliminar da competição continental.

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