Falhas na zaga assustam São Paulo

Time de Leão sofre com vacilos na defesa e deixa escapar vitória contra o Bragantino: 3 a 3 em Bragança Paulista

BRUNO DEIRO, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2012 | 03h04

O poder de reação do ataque do São Paulo travou um duelo com suas falhas defensivas ontem, em Bragança Paulista, mas os dois acabaram se anulando. Num jogo bastante movimentando, o time de Emerson Leão empatou por 3 a 3 com o Bragantino.

O sistema defensivo falhou de todos os jeitos e preocupa para o clássico de domingo, contra o Palmeiras. Tomou gol em escanteio e em lances nas costas dos dois laterais - o terceiro do Bragantino saiu após Piris ser facilmente desarmado, pouco após o Tricolor ter virado o jogo.

Mas o ataque, mesmo desfalcado, continua compensando a fragilidade da zaga. Cícero, que entrou no lugar de Willian José, não deixou cair a fase artilheira do titular e marcou dois. Jogadores como Jadson (que fez gol em sua melhor atuação pelo Tricolor até agora), Lucas e Casemiro cumpriram bem o papel de alimentar os homens de frente.

Muitos gols. Com o Tricolor no ataque, os times fizeram um primeiro tempo animado. Pela esquerda, Cortez e Fernandinho puxaram as principais jogadas, mas sentiram a ausência de um atacante - não faltaram cruzamentos sem destino. O Bragantino, que até então pouco ameaçava, foi mais eficiente e abriu o placar em cobrança de escanteio, aos 8. Denis saiu mal do gol, a bola desviou em Edson Silva e sobrou para Giancarlo, de carrinho, empurrar para a rede.

O Tricolor ainda tentava se recompor quando Romarinho puxou contra-ataque nas costas de Cortez e achou Fernando Gabriel para ampliar. Com pouco mais de 70% de posse de bola, o São Paulo perdia por dois gols.

No lance seguinte, porém, Jadson caiu na área após driblar o goleiro e o árbitro marcou pênalti discutível. O meia, que havia perdido uma cobrança no clássico com o Corinthians e evitou bater contra o Paulista, chamou a responsabilidade e bateu bem no canto esquerdo para marcar.

O gol reestabeleceu a confiança. Aos 35, Fernandinho fez jogada pela esquerda e chutou cruzado. Cícero fez as vezes de atacante e apareceu sozinho na segunda trave para empatar. O placar no intervalo fez mais justiça ao que os times apresentavam.

Na etapa final, o ritmo foi um pouco mais lento, mas os gols se repetiram. Aos 14, Cícero arriscou de fora da área e a curva traiu Rafael. A virada são-paulina, porém, durou pouco. Piris deu bobeira e foi desarmado na defesa por Fernando Gabriel, que cruzou na cabeça de Romarinho para empatar. Leão, que escalou Piris no sacrifício após a lesão de Wellington, pôs as mãos no rosto, inconformado com a falha.

As equipes fizeram jogo aberto nos minutos finais e o Bragantino até teve chances mais de fazer o quarto gol. Mas o empate fez jus ao duelo em que ambos pagaram pelos seus erros.

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