Falsa bomba é usada para ameaçar Hulk

Artefato é encontrado no CT do Zenit com recado pedindo a saída do atleta e até o presidente russo critica a contratação

SÃO PETERSBURGO, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2012 | 03h06

A vida não está mesmo fácil para Hulk na Rússia. A forte oposição à sua contratação pelo Zenit por 55 milhões (cerca de R$ 144 milhões) continua e anteontem ele foi ameaçado por meio de uma falsa bomba, colocada em uma bolsa no centro de treinamento do clube. Além da bomba, havia algumas fotos do brasileiro e uma mensagem: "Fora Hulk!''

De acordo com o site russo Fontanka, em notícia reproduzida pela agência Reuters, a polícia examinou o artefato e constatou que não havia explosivos.

O clube não quis falar sobre o caso. "Nós não negamos, mas também não vamos comentar isso'', disse um representante do Zenit ao site russo.

A contratação de Hulk já motivou uma série de reações negativas. Recentemente, alguns jogadores do clube reclamaram do investimento feito nele - só de salários, ganharia R$ 17 milhões por ano, muito mais do que qualquer outro jogador do elenco - e do belga Axel Witsel.

"Compreenderia se tivéssemos contratado Messi ou Iniesta'', disse Igor Denisov, um dos ídolos do Zenit.

Ontem, até o presidente Vladimir Putin fez uma crítica à contratação do atacante e de outros estrangeiros. "Eu mesmo, às vezes, reprovo os clubes e hoje (ontem) mesmo, mais uma vez, faço uma reprimenda aos dirigentes'', disse Putin, durante reunião do conselho presidencial de arte e cultura da Rússia. "Mas quero deixar claro que são as empresas (clubes) e não o Estado que contratam os jogadores.''

O Zenit se esforça para tentar mostrar que Hulk é bem aceito pelos companheiros. Esta semana, publicou em seu site foto do brasileiro com os outros jogadores. Na terça-feira, o atacante fez um gol em jogo pela Copa da Rússia e abraçou vários atletas durante a comemoração.

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