Falta de ambição custa caro para o Real Madrid

Time espanhol saiu na frente, mas recuou demais a marcação e no fim levou o gol de empate do CSKA Moscou

O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2012 | 03h06

O Real Madrid pagou o preço de perder gols e se encolher nos minutos finais para segurar a vitória por 1 a 0. Tomou um gol aos 48 minutos e deixou escapar a vitória diante de um adversário modesto como o CSKA Moscou na rodada de ida das oitavas de final da Copa dos Campeões.

"Vou embora frustrado, porque eles fizeram muito pouco para conseguir um gol. Mas o resultado não é um drama. Se empatássemos todos os jogos fora de casa por 1 a 1 nas fases decisivas da Copa dos Campeões eu ficaria satisfeito", disse o técnico José Mourinho.

Logo no começo da partida, que foi disputada sob uma temperatura de cinco graus abaixo de zero, o Real perdeu Benzema - lesão na coxa direita. Higuaín entrou em seu lugar.

Aos 28 minutos, Cristiano Ronaldo pegou de primeira um cruzamento e abriu o placar. Depois disso o time criou algumas chances para matar o jogo, mas à medida que o tempo ia passando sua postura era cada vez mais cautelosa. O sinal mais claro dessa mudança foi a substituição feita por Mourinho aos 40 minutos do segundo tempo: sacou o habilidoso Özil e colocou o zagueiro Albiol. E o castigo veio numa bola pelo alto. A sobra ficou com o sueco Wernbloom, que mandou para a rede.

Na Itália, diante de um público entusiasmado, o Napoli conseguiu uma grande vitória de virada sobre o Chelsea por 3 a 1. O destaque do jogo foi o atacante Lavezzi, que marcou dois gols - o outro foi de Cavani. O espanhol Mata fez para o Chelsea.

O resultado deixa o técnico português André Villas-Boas ainda mais ameaçado de ser demitido. E coloca o futebol inglês à beira de ficar sem representantes na competição. Manchester United e Manchester City caíram na primeira fase, e o Arsenal foi goleado pelo Milan por 4 a 0 na partida de ida em Milão.

Decisão. O jogo de hoje contra o Olympique em Marselha será um divisor de águas na temporada da Inter: se perder, a crise provocada pelas seis partidas sem vitória (cinco derrotas e um empate) se tornará ainda mais grave e causará a demissão do técnico Claudio Ranieri. Se ganhar ou conseguir um empate sem gols que facilite sua vida no jogo de volta dia 13 em Milão, receberá uma carga de oxigênio para tentar se reerguer.

A outra partida de hoje será na Suíça, onde o surpreendente Basel - que na fase de grupos derrubou o Manchester United - receberá o Bayern de Munique.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.