Falta de controle antidoping descredencia recorde mundial de nadador brasileiro

Brandonn Almeida quebrou marca no Open de Natação, mas marca não vale por ausência da ABCD

Estadão Conteúdo

24 de novembro de 2016 | 19h46

O jovem Brandonn Almeida, de 19 anos, voltou a bater o recorde mundial júnior dos 400m medley, que já era dele desde esta mesma época do ano passado. A marca obtida nesta quinta-feira no Torneio Open de Natação, porém, não será homologada pela Federação Internacional de Natação (Fina) porque a competição não conta com controle antidoping.

De acordo com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), ela confiava que os exames seriam realizados pela Agência Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), com quem tem acordo desde o ano passado. Mas, procurada nas últimas semanas, não obteve resposta.

No fim de semana, a ABCD foi suspensa pela Agência Mundial Antidoping (Wada), porque o Brasil não se adequou ao Código Mundial Antidoping, que exigia a criação de um tribunal antidoping único. No País, cada confederação esportiva de modalidade tem seu próprio tribunal.

De acordo com o Ministério do Esporte, a ABCD não poderia atuar em Palhoça (SC) onde acontece o Open. "A decisão da Wada de declarar o Brasil em não conformidade com o Código Mundial Antidoping (Code, na sigla em inglês) resultou na impossibilidade de a ABCD fazer controles de doping. Segundo orientação do Code, em caso de não conformidade da autoridade nacional de controle de dopagem, a instituição esportiva deverá contratar empresa de coleta particular, e a federação internacional da modalidade passa a ser a autoridade de teste", diz a pasta.

Nesta quinta, novamente na piscina da Unisul, onde bateu o recorde mundial júnior da prova no ano passado, Brandonn venceu os 400m medley com 4min12s49, nova melhor marca mundial para atletas até 20 anos e 11.º lugar do ranking. Seria um tempo suficiente inclusive para colocá-lo na final dos Jogos Olímpicos do Rio. Em agosto, ele foi eliminado com 4min17s25.

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