''Falta de estabilidade emocional é ponto fraco do Brasil''

Declaração foi feita por Zinedine Zidane, um dos maiores carrascos da história da [br]seleção brasileira

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2011 | 00h00

A falta de estabilidade emocional dos jogadores brasileiros é um dos pontos mais fracos da seleção brasileira, e essa já é uma realidade que existe há anos. Foi o que declarou, ontem, Zinedine Zidane, um dos maiores nomes da história do futebol francês.

O astro brilhou na vitória sobre o Brasil na final da Copa do Mundo de 1998, em seu país, e voltou a se destacar na eliminação do time sul-americano em 2006, na Alemanha, nas quartas de final. Zidane se aposentou do futebol sem nunca ter perdido um jogo para os brasileiros. "É verdade que cada vez que falo do Brasil tenho grandes lembranças", declarou, em entrevista ao jornal L"Equipe.

E deu sua receita para vencer os pentacampeões do mundo. "É preciso irritar os brasileiros", comentou. A estratégia de Zidane para comandar a vitória sobre o Brasil em duas ocasiões, segundo ele, foi clara: não deixar o Brasil jogar e, acima de tudo, enervar a equipe brasileira. "Para vencer o Brasil, é preciso provocá-lo e, acima de tudo, não deixar que a equipe desenvolva seu jogo."

Zidane não atuou em 2010. Mas sua avaliação acabou se confirmando. A seleção de Dunga e o próprio técnico perderam a cabeça no jogo contra a Holanda e acabaram desclassificados.

O astro nascido na Argélia, no entanto, elogiou os brasileiros e afirmou ter ficado surpreso com a recepção que teve no País, em visita recente durante suas férias. "Os brasileiros me receberam como um brasileiro", relatou. "Não houve nenhum tipo de rancor (por ter eliminado o Brasil duas vezes em Copas do Mundo)", completou.

Polêmica. Na mesma entrevista, o craque aposentado afirmou que há, na França, um "claro sentimento antiárabe" - Zidane é filho de argelino e muçulmano. Sua declaração foi motivada, sobretudo, por opiniões de alguns marqueteiros, que disseram ser interessante para a seleção francesa passar a ter um ídolo de origem europeia e não árabe.

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