John David Mercer/USA Today
John David Mercer/USA Today

Scheidt reclama de falta de vento e estreia com 7º lugar na classe Laser

Velejador volta ao Pan após oito anos com resultado frustrante

NATHALIA GARCIA, O Estado de S. Paulo

12 de julho de 2015 | 20h25

Após um intervalo de oito anos, Robert Scheidt voltou a entrar em ação pelos Jogos Pan-Americanos neste domingo. Em Toronto, o velejador lutará para conquistar a sua quarta medalha de ouro na classe Laser. O resultado na estreia, um sétimo lugar, deixou a desejar, e o brasileiro terá de se recuperar nas próximas regatas para desbancar os rivais.

A falta de ventos no Lago Ontário, em Toronto, atrasou o início da competição de vela do Pan. As regatas de todas as categorias estavam previstas para começar às 12h35 (de Brasília) e foram remarcadas para 15h30. Scheidt saiu de terra firme, levou sua embarcação até o local de competição e ficou à espera da natureza.

Durante cerca de uma hora não se sentia nem uma brisa mexer os cabelos. Os atletas aproveitaram o tempo para rever a estratégia com os treinadores e se hidratarem. A tranquilidade do ambiente tirava um pouco o peso da competitividade pela briga por medalhas. O vento foi se aproximando para dar vida à competição. Com todos posicionados, foi dada a largada das categorias, cada uma a seu tempo. As condições climáticas também exigiram bastante da força física dos competidores.

Para Scheidt, o vento extremamente fraco dificultou a sua performance. "Foi uma prova muito difícil, vento bem fraco. Não larguei muito bem, a largada é um momento crucial em regata assim."

O sétimo lugar não é motivo de preocupação para o veterano, que ainda terá outras regatas pela frente e pode descartar o pior resultado. "Não foi um bom resultado, mas foi uma prova só e espero que amanhã (segunda) o vento esteja um pouco melhor", avalia.

O atleta brasileiro quer repetir a trajetória vencedora e subir mais uma vez ao pódio. Ele ajudou o Brasil no quadro de medalhas em todas as edições que participou - ouro em Mar del Plata (1995), Winnipeg (1999) e Santo Domingo (2003) e prata no Rio de Janeiro (2007). Além da medalha, o Pan também servirá para o atleta brasileiro como um "tira-teima" depois do 15º lugar no Mundial de Kingston, no mesmo lago.

OUTROS RESULTADOS

Se para Robert Scheidt o dia não foi dos melhores, não se pode dizer o mesmo para os brasileiros da classe RS:X. Roberto Winicki, o Bimba, terminou a única regata do dia em primeiro lugar e ocupa a liderança, assim como Patrícia Freitas no feminino.

Dono de três medalhas de ouro nas últimas três edições, Bimba se diz mais relaxado após a vitória na estreia e quer deixar a pressão para os rivais. "Esse primeiro dia acaba sendo um pouco mais tenso para mim, sempre tem aquela expectativa. Começar com um vitória é bom para dar uma tranquilizada."

Na classe 49erFX, as campeãs mundiais Martine Grael e Kahena Kunze ficaram com o quarto lugar. "A gente não se deu muito bem, não estava conseguindo andar muito e a gente errou um pouco taticamente", avalia Martine.

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