Alexandre Loureiro/Exemplus/COB
Alexandre Loureiro/Exemplus/COB

Falta de verba e lesões diminuem chances do Brasil no Mundial de Remo

País leva só três atletas para Plovdiv, na Bulgária, e nenhum deles tem a expectativa de subir ao pódio

João Prata, O Estado de S. Paulo

08 Setembro 2018 | 05h00

A delegação brasileira de remo chega para a disputa do Mundial da categoria neste sábado, em Plovdiv, na Bulgária, com apenas três atletas e sem grandes expectativas de subir ao pódio. A equipe brasileira era para ter cinco remadores, mas dois promissores atletas, Lucas Verthein e Uncas Batista, estão no departamento médico. O primeiro vem de um sexto lugar no Mundial do ano passado e o outro é bicampeão mundial sub-23. As lesões não são graves e visam mais a preservação, já que no início de dezembro haverá evento no Rio classificatório para os Jogos Pan-Americanos de 2019.

A Confederação Brasileira de Remo (CBR) diz que a falta de verba obrigou a entidade a priorizar atletas que possam estar nos dois próximos ciclos olímpicos. "O que a gente fez foi canalizar jovens que apresentassem boa perspectiva de resultado", afirma Marcello Varrialle, coordenador técnico da seleção.

O presidente da Federação de Remo do Estado do Rio de Janeiro, Paulo Carvalho, acredita que é impossível pensar em sucesso olímpico com um grupo tão reduzido. Ele tenta não apontar responsáveis pelo problema e acha que sempre pode surgir um nome e faturar medalha. "Mas não dá para pensar em grandes resultados com um grupo tão pequeno", disse.

A ideia da CBR é dar know-how para Xavier Maggi e Willian Giaretton, que competem em dupla, além de oferecer mais bagagem para Milena Viana, de 20 anos. A dupla masculina terminou em 14.º lugar nos Jogos do Rio-2016. Mas disputavam a categoria leve, que não é mais olímpica. Por isso, optaram por mudar de barco e competirão na categoria sem peso, que estará nos Jogos de Tóquio-2020. A meta é terminar entre os 12 melhores. O G-12 do Mundial do ano que vem garantirá vaga para a Olimpíada. 

A CBR tem orçamento anual de R$ 3 milhões para administrar atletas olímpicos e paralímpicos. O Mundial terá simultaneamente a participação paralímpica. A delegação brasileira paralímpica também é modesta. São apenas cinco atletas.

 

 

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