Falta sintonia entre os diretores sobre o ''reforço bombástico''

João Paulo de Jesus prometeu um craque da Europa, na terça. Ontem, Leco disse que o clube[br]não tem nada em vista

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2011 | 00h00

A alegria da torcida do São Paulo durou pouco tempo. Depois das declarações do diretor de futebol João Paulo de Jesus Lopes dizendo que faria para o clube uma contratação bombástica, seu superior, o vice-presidente de futebol Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, tratou logo de mostrar que o cartola não deveria ter se pronunciado a respeito. "Isso contraria a nossa filosofia, que é de trabalhar com a nossa base."

O dirigente sabe que o clube gastou um bom dinheiro em algumas contratações recentes. Luís Fabiano custou R$ 17,6 milhões. Já Fernandão veio no ano passado por aproximadamente R$ 4 milhões. Sem falar de Cléber Santana, que teve 50% de seus direitos federativos adquiridos por cerca de R$ 5 milhões. "Em algumas circunstâncias fazemos isso, e foi ótimo ter feito isso com o Luís Fabiano", ressalvou Leco.

João Paulo disse à Rádio Bandeirantes que o São Paulo estaria em contato com um atleta de ponta e que esse reforço teria mais impacto que a contratação de Luís Fabiano. "Sempre trabalhamos em sigilo absoluto, até porque a concorrência é muito forte. Temos três ou quatro nomes e um deles é uma bomba atômica. Nada nos garante que essa contratação vai se concretizar. Agora, se ocorrer, terá mais gente na apresentação do que teve na do Luís Fabiano", afirmou.

Mas Leco tratou logo de diminuir os boatos. "Não tenho noção do que ele está falando, o Juvenal também não. Como vai trazer alguém assim? O que pode acontecer é alguma mudança em agosto, se sair jogador. Mas não tem nada por enquanto."

Mesmo sendo contratações complicadas, o time tem na mira algumas estrelas do futebol internacional, como Lugano, Forlán e Beckham.

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