Vanderlei Almeida/ AFP
Vanderlei Almeida/ AFP

Tricampeão Mick Fanning desafia os brasileiros no Havaí

Surfista australiano diz que respeita muito o amigo Medina, Filipinho e Mineirinho e promete jogo duro na etapa decisiva de Pipeline

PAULO FAVERO, ENVIADO ESPECIAL AO HAVAÍ, O ESTADO DE S.PAULO

09 de dezembro de 2015 | 07h00

O maior adversário dos brasileiros na busca pelo título do Circuito Mundial de Surfe de 2015 é Mick Fanning, australiano que já levantou o troféu três vezes e chega ao Havaí, para a disputa do Billabong Pipe Masters, como líder e dependendo apenas de si próprio para ficar com o tetracampeonato.

Só que o australiano de 34 anos sabe que não vai ser fácil. “Os garotos brasileiros estão indo muito bem. O Adriano impulsionou esses caras durante muito tempo, daí apareceu o Gabriel sendo campeão e agora o Filipe. É muito bom ver esse crescimento de caras de diferentes estilos. É fantástico para o Brasil e também para o surfe”, diz, se referindo a Filipe Toledo, Adriano de Souza e Gabriel Medina, os concorrentes brasileiros ao título.

A volta por cima de Fanning é marcante, ainda mais porque ele passou por uma situação muito complicada no meio da temporada, quando foi atacado por um tubarão na África do Sul, na final da etapa de Jeffreys Bay contra Julian Wilson. Mas o surfista, que ficou com os títulos mundiais em 2007, 2009 e 2013, manteve a regularidade e chega ao Havaí na briga. Apesar do susto, ele não acha que isso tornaria seu título mais emblemático.

“Todo ano é especial, todo título mundial é especial e diferente por razões especiais. Se não acontecer de eu ser campeão, não vou achar que eu merecia mais pelo que aconteceu, mas seria muito especial ser campeão. Foi um ano maluco e aprendi muito sobre mim mesmo. Eu quero me divertir e me considero um cara muito sortudo. Depois do que aconteceu, passei a dizer muito mais para os parentes e amigos o quanto eu os amo.”

O surfista é muito querido pelos adversários no Circuito Mundial e tem boa amizade com os brasileiros, principalmente com Gabriel Medina. Ambos têm o mesmo patrocinador e ficam na mesma casa, em frente à praia de Pipeline, nos dias que estão no Havaí. Apesar de ter perdido o troféu no ano passado para Medina, Fanning se lembra do momento com carinho.

“Eu aprendi bastante desde o ano passado, quando briguei pelo título e não ganhei. Assistir ao Gabriel ser campeão no ano passado foi incrível, ver a emoção no rosto dele e o quanto as pessoas ficaram felizes com o título foi maravilhoso. Eu acredito que aprendi a ser mais paciente.”

Nesta terça-feira não foi disputada a triagem, pois apesar da previsão otimista, a ondulação só chegou à noite. Assim, hoje deve começar a triagem que definirá os dois surfistas que faltam para preencher a chave principal. Além deles, foram convidados o veterano Bruce Irons e o australiano Wade Carmichael, líder da Tríplice Coroa. “É duro enfrentar esses caras em qualquer lugar. Geralmente, são surfistas especialistas na onda e muito duros de enfrentar. Tenho de fazer um bom trabalho”, disse Fanning.

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