Farías tenta colocar Vinotinto na 1ª decisão

BUENOS AIRES

Paulo Galdieri, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2011 | 00h00

O famoso grito de "sí, se puede", entoado geralmente pelas seleções sul-americanas com menor poder de fogo, por décadas não foi nem sequer sussurrado pelos venezuelanos. Mas desde que o técnico Cesar Farías assumiu o comando da Vinotinto, o coro que antes era só otimista está cada vez mais verdadeiro.

O treinador de apenas 38 anos - e que tem pinta e idade mais para ser um jogador veterano do que um comandante de uma seleção nacional - já é quem tem os melhores resultados com o time em toda a sua história.

Farías assumiu o cargo em 2007. Até hoje, foram 50 jogos sob seu comando. Nesse período, tornou-se o único que tem mais vitórias do que empates ou derrotas. Foram 18 triunfos e 16 derrotas. O aproveitamento do time com ele é de 46,6%.

Hoje, a 51.ª partida dele como treinador da Venezuela, é sem dúvida, a mais importante. Na semifinal contra o Paraguai, às 21h45, tentará levar a sua seleção pela primeira vez a uma final.

Para Farías, ser o artífice de uma façanha não é exatamente um problema, nem sequer é inédito. Foi com ele no banco que a Venezuela venceu o Brasil pela primeira vez, em um amistoso em 2009, em Boston, nos EUA.

O placar de 2 a 0 no time então dirigido por Dunga causou comoção no país - aquela também fora a primeira vez que os venezuelanos saíram de campo sem levar nenhum gol dos brasileiros.

No mesmo ano, ele foi o responsável por levar a Venezuela a disputar seu primeiro Mundial em qualquer categoria, o sub-20 disputado no Egito. De quebra, revelou o atacante Salomón Rondón, destaque desta edição da Copa América.

O treinador chegou ao comando da seleção principal com apenas cinco anos de carreira, que começou em 2002, como técnico do modesto Trujillanos.

A missão de Farías com a seleção era dar continuidade à revolução no futebol venezuelano, iniciada no começo do século 21, sob o comando do técnico argentino Luis Omar Pastoriza e que teve sequência nas mãos de Richard Páez.

A chegada da Venezuela à semifinal já é um feito histórico. Até esta edição, um 5.º lugar erasua melhor colocação - e, mesmo assim, com importância relativa, já que aquela edição, no Uruguai, teve seis participantes.

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