Fator surpresa marca GP sul-coreano

Sem contar com conhecimento adequado da pista, que estreia neste ano no Mundial, pilotos e equipes preparam os carros com base em adivinhações

Livio Oricchio, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2010 | 00h00

A frase de Rubens Barrichello, da Williams, depois dos treinos livres, ontem, no circuito Yeongam, resume com precisão o desafio de pilotos e equipes para a corrida de amanhã, às 4 horas, no horário de Brasília. "A gente trabalha com suposições para acertar o carro. É preciso imaginar como estará a pista." A liberação do autódromo, no último momento, para a disputa do GP da Coreia do Sul, estreante no calendário, pode provocar um resultado surpreendente na prova. "Eu nunca pilotei num asfalto tão escorregadio", afirmou Lewis Hamilton, da McLaren.

Mesmo que ao final das 55 voltas no seletivo e perigoso traçado de 5.621 metros o líder, com 220 pontos, e o mais rápido nas sessões livres de sexta-feira, Mark Webber, da Red Bull, ganhe a corrida e seus adversários mais próximos não se classifiquem entre os dez que somam pontos, o campeonato não conhecerá seu vencedor. Fernando Alonso, da Ferrari, e Sebastian Vettel, da Red Bull, ambos com 206 pontos, ocupam a segunda colocação.

Assim, os fãs da categoria que forem a Interlagos, no dia 7, poderão assistir pela sexta vez seguida à definição do campeonato, ainda que as possibilidades maiores sejam mesmo de a competição se estender até a semana seguinte, no dia 14, no encerramento da temporada, em Abu Dabi.

Surpresa. A corrida da Coreia tem mais variáveis do que todas as outras. Como afirmou Alonso, "é impossível prever o que vai ocorrer e pode até chover". Rubinho explicou que a pista vai apresentar aderência bem maior na hora da corrida. "Estimamos em 1,5 segundo", analisa.

O acerto do carro para essa condição é diferente do usado na classificação. Sendo que o regulamento proíbe que as equipes mexam no carro do sábado para o domingo. "As ultrapassagens serão difíceis porque se você sai da trilha emborrachada a chance de errar é grande", diz Felipe Massa, da Ferrari.

Se os tempos registrados até agora servirem de leve referência, Vettel e Webber não deverão ter a enorme vantagem técnica verificada na última prova, no Japão, quando fizeram, fácil, 1.º e 2.º. "Parece que nós e a McLaren estaremos mais próximos", afirma Alonso. E a imprevisibilidade da corrida pode até relançar a dupla da McLaren, Hamilton e Jenson Button, na disputa pelo título. Os coreanos deverão lotar as arquibancadas.

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