Favoritos têm de suar para sair com vitória

Espanha, Itália e Alemanha conseguem resultados inexpressivos contra seleções fracas. E a Inglaterra só empata

LONDRES , O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2012 | 03h04

A vida não está sendo nada fácil para as potências da Europa neste início de Eliminatórias. Ontem, segunda rodada para muitos, primeira para alguns, favoritos sofreram mais do que o habitual para vencer, caso das campeãs mundiais Espanha, Itália, Alemanha e Inglaterra.

Atual campeã do mundo e bicampeã europeia, a Espanha, dona do futebol mais vistoso do planeta, voltou a sofrer para ganhar de uma seleção sem expressão. Como já havia ocorrido no último amistoso antes da Euro, com a China, voltou a comemorar um triunfo no apagar das luzes e pelo placar mínimo.

A largada espanhola rumo ao Mundial do Brasil começou em Tbilisi, diante da Geórgia, candidata a perder vários jogos no Grupo I. E a expectativa era de goleada, tal o número de opções para o técnico Vicente del Bosque armar La Roja.

Mas ontem não era dia de espetáculo. E a retranca de Temuri Ketsbaia, aliada a uma tarde feliz do goleiro Loris (fechou o gol até sair, machucado, aos 20 minutos do segundo tempo), quase saiu vencedora. Na verdade, ganhou por 86 minutos, tempo em que a bola espanhola passou por todos os cantos da área, porém teimou em não balançar as redes.

Naquele momento, 41 da fase final, seria um castigo para os donos da casa serem batidos e, ao mesmo tempo, uma enorme injustiça a Espanha não vencer. O individualismo falou mais alto.

Pedro arrancou bem e encontrou Fábregas que, de primeira, rolou para a área. Soldado apareceu para dar alívio a quem mandou no jogo o tempo todo.

Gol de um atacante preterido na Euro - perdeu a vaga entre os convocados para Negredo - e que ontem foi escolhido para jogar apenas poucos minutos antes de a bola rolar em Tiflis - o centroavante Fernando Torres era o favorito para iniciar a partida.

Vice-campeões europeus, os italianos chegaram ao primeiro triunfo - haviam empatado com a Bulgária - também sem encantar. Mesmo atuando em Módena, os comandados de Cesare Prandelli não tiveram criatividade para abrir o ferrolho de Malta, apesar dos 2 a 0 no placar.

Destro, recebendo lançamento de Marchisio em posição questionável, abriu o marcador logo aos cinco minutos, o que passou a impressão de goleada.

Nada disso. Mesmo em desvantagem, os visitantes não abriram mão do defensivo 4-5-1 e dificultaram a vida italiana até os 47 da fase final, num escanteio mal marcado (Pazzini colocou a mão na bola) concluído de cabeça pelo defensor Peluso.

Para a Alemanha a retranca não foi o problema, já que chegou a abrir 2 a 0 sobre a Áustria, gols de Reus e Ozil, mas sim a pressão nos minutos finais após Junuzovic diminuir. No fim, festa para um importante 2 a 1.

Já os ingleses não tiveram o que comemorar. Em casa, saíram atrás do placar, gol de Konoplyanka para a Ucrânia, e só escaparam do vexame ao buscar o empate com Lampard, no fim.

Em seus domínios, a França fez 3 a 1 na Bielorrússia e Portugal, com gols na etapa final, mandou 3 a 0 no fraco Azerbaijão.

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